A Polícia Civil de Belo Horizonte (MG) está investigando um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido na noite da última sexta-feira (12/6), em Contagem. Quatro adolescentes são os suspeitos do crime e seriam amigos da vítima. O inquérito está sob sigilo de Justiça por todos os envolvidos serem menores de idade.
De acordo com o boletim da Polícia Militar, a adolescente estava sozinha em casa e recebeu oito convidados: duas meninas e seis meninos. Durante a noite, todos ingeriram bebida alcoólica, e ela aponta que perdeu a consciência após consumir uma bebida e acredita ter sido dopada.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução ‘Ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida’, conta mãe de adolescente de 17 anos vítima de estupro coletivo no RioFoto: Jornal Nacional/ Reprodução 63° DP de da Vila Jacuí (SP)Flávio Barros Campanha contra violência à mulherDivulgação: SMDF Prefeitura de SP investe em várias ações para combater violência contra as mulheresCrédito: Pexels
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A jovem relatou que acordou sem roupas, com falta de memória, e que foi avisada na manhã seguinte pelo seu melhor amigo de que ele e mais três adolescentes teriam abusado sexualmente dela. Todos deixaram o local antes de ela acordar. Segundo as trocas de mensagens, o rapaz afirmou que estava sob efeito de álcool, mas tinha consciência da gravidade do caso e estava disposto a conversar. A adolescente reagiu dizendo que iria denunciar os quatro jovens.
Em conversa com a CBN, a mãe da vítima, Elizângela Souza Oliveira, afirmou que só ficou sabendo do caso 24 horas após o ocorrido e que familiares de dois dos envolvidos teriam ido até a vítima para coagi-la. Um dos menores voltou até a casa da adolescente e tentou convencê-la a não denunciar o crime: “Ele alegava para ela que um dos envolvidos tinha parentes que eram perigosos e que, se ela falasse qualquer coisa do que havia acontecido, tanto eu quanto ela correríamos risco. Ela, com medo, não relatou nada para mim”, afirmou Elizângela.
Após o registro da ocorrência, a adolescente foi encaminhada ao hospital e, lá, familiares de dois dos envolvidos tentaram pedir para que as queixas fossem retiradas: “No domingo, pela parte da manhã, a mãe desse melhor amigo dela e a de um outro envolvido, a tia e o padrasto, foram ao hospital contra a minha vontade e a do pai dela, sem se importar com o ocorrido. Eles a cercaram para conversar, perguntando a ela o que tinha acontecido. Com certeza o objetivo deles era coagir, porque o suposto melhor amigo dela tem viagem marcada para fora do Brasil, e qualquer coisa que fizesse dentro da lei iria impedir ele de viajar”, relatou.
A mãe afirmou ainda que a família dos quatro jovens tem feito uma campanha de difamação contra a menina. O caso segue em investigação.

