9 de junho de 2026

Acre apresenta políticas para povos indígenas durante conferência da ONU na Alemanha

Estado defende ampliação do acesso direto de organizações indígenas aos recursos destinados à preservação ambiental.

Acre apresenta políticas para povos indígenas durante conferência da ONU na Alemanha
Foto: Reprodução.

As políticas para povos indígenas no Acre foram apresentadas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (SB 64), realizada em Bonn, na Alemanha. Representando o governo estadual, a secretária extraordinária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, participou das discussões voltadas à gestão territorial, proteção ambiental e financiamento climático.

Durante o evento, a gestora destacou iniciativas desenvolvidas pelo Acre para fortalecer os direitos dos povos originários e ampliar o acesso a recursos destinados à preservação ambiental. Entre as ações apresentadas estão os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs), instrumentos que orientam o uso sustentável das terras indígenas e auxiliam na captação de investimentos para os territórios.

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Segundo Francisca Arara, o estado tem acumulado experiências consideradas pioneiras na aplicação de recursos climáticos e na implementação de salvaguardas socioambientais, servindo como referência para outras regiões que buscam fortalecer a proteção dos povos indígenas.

A secretária também ressaltou a importância da articulação entre estados da Amazônia Legal por meio da Câmara Setorial dos Secretariados Indígenas, vinculada ao Consórcio Interestadual da Amazônia Legal. De acordo com ela, esse espaço tem contribuído para ampliar o diálogo sobre políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais.

Outro tema abordado durante a conferência foi a necessidade de ampliar o acesso direto das organizações indígenas aos fundos climáticos. A avaliação apresentada é de que ainda existem desafios relacionados à burocracia e à distribuição dos recursos destinados à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.

Atualmente, 29 das 36 terras indígenas existentes no Acre já contam com Planos de Gestão Territorial e Ambiental. A próxima etapa, segundo o governo estadual, é avançar na elaboração de estratégias voltadas ao enfrentamento e à adaptação às mudanças climáticas, além de fortalecer equipes técnicas e ampliar os investimentos destinados à execução dessas ações.

A participação acreana na conferência internacional reforça a presença do estado nos debates globais sobre meio ambiente, preservação florestal e valorização dos povos indígenas, temas que ocupam papel central nas discussões sobre o futuro da Amazônia.