9 de junho de 2026

PT lança carta para evangélicos

PT lança carta para evangélicos
PT lança carta para evangélicos

Depois das recentes falas do rival Flávio Bolsonaro (PL), que citou uma “guerra espiritual” contra o atual governo, o Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma carta ao público evangélico. O documento divulgado na segunda-feira (8/6), tem o objetivo de afastar atritos e reforçar que as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre mantiveram uma postura pautada no “respeito e reconhecimento” do papel fundamental das igrejas cristãs na sociedade.

Segundo as informações do G1, o documento foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT e adota um tom conciliador. Eles relembram medidas sancionadas no passado que beneficiaram as congregações, como a simplificação burocrática para a abertura de novos templos, a garantia irrestrita do livre exercício de culto e a criação de datas nacionais de combate à intolerância religiosa.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilReprodução: YouTube/CanalGov Lula confirma Geraldo Alckmin como vice em nova candidaturaFoto/Ricardo Stuckert Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilCrédito: Ricardo Stuckert

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Além disso, a carta pontua o reconhecimento oficial da música gospel como patrimônio cultural do Brasil. “Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica”, destaca um dos trechos do documento.

Inclusive, o material também reafirma o apoio à continuidade do atual projeto político do governo federal.

Fé e política: a repercussão da Marcha para Jesus
A divulgação da carta acontece em um momento em que o Palácio do Planalto tenta reduzir a resistência ao nome de Lula entre os fiéis evangélicos. O aceno também ocorre dias após a tradicional Marcha para Jesus, realizada em São Paulo no feriado de Corpus Christi (4/6).

Na ocasião, o presidente optou por não comparecer presencialmente, enviando o advogado-geral da União, Jorge Messias, como seu representante oficial, acompanhado de uma carta assinada pelo mandatário. Lula justificou sua ausência em uma ligação aos organizadores, argumentando que evita participar de megaeventos religiosos em anos eleitorais para não passar a impressão de que busca “tirar proveito político de algo sagrado”.

Esse mesmo raciocínio foi incluído no manifesto petista recém-divulgado, onde eles repudiam o “uso eleitoral da fé” e concluem o texto com uma mensagem espiritual. “Que Deus abençoe o povo brasileiro, fortaleça nossa democracia, nossa soberania, inspire nossas orações e ações em favor do próximo e nos conduza pelos caminhos da fé, da justiça, da paz, da esperança e do bem comum”, finaliza.