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Recém-nascida do Acre é transferida para cirurgia cardíaca e inicia luta pela vida em São Paulo

Foto: José Caminha/Secom.

Com poucos dias de vida, a pequena Ana Maria da Silva já enfrenta um dos maiores desafios de sua trajetória. A recém-nascida, natural de Sena Madureira, foi transferida para o interior de São Paulo após ser diagnosticada com uma cardiopatia congênita complexa, condição que exige cirurgia especializada para garantir sua sobrevivência.

A transferência ocorreu na noite deste sábado (6) e foi viabilizada pelo Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), com apoio do Complexo Regulador Estadual, da Central de Urgência e Emergência e do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

O destino da bebê foi o Centro do Coração da Criança (CardioPedBrasil), localizado em São José do Rio Preto, unidade reconhecida nacionalmente por realizar procedimentos cardíacos pediátricos de alta complexidade. O transporte foi realizado em UTI aérea equipada para oferecer suporte intensivo durante todo o trajeto.

Foto: José Caminha/Secom.

Segundo o médico pediatra e cardiologista pediátrico Ricardo Batista Ribera, a situação exigia uma resposta rápida. De acordo com ele, a criança apresenta uma cardiopatia grave que necessita de intervenção cirúrgica imediata, procedimento que ainda não é realizado no Acre.

A mobilização envolveu uma ampla rede de profissionais da saúde, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, reguladores e equipes responsáveis pela logística da transferência. O objetivo foi garantir que a recém-nascida chegasse ao destino em condições seguras para o tratamento.

Ana Maria havia sido transferida de Sena Madureira para Rio Branco aos 12 dias de vida, após os primeiros sinais da doença serem identificados. Desde então, equipes da Maternidade Bárbara Heliodora trabalharam para estabilizar seu quadro clínico enquanto aguardavam a confirmação da vaga em um centro especializado.

Para o pai da criança, o pedreiro Roberto Pereira da Silva, o momento é de esperança. Ele conta que percebeu os primeiros sinais de que algo não estava bem quando a filha apresentou alterações durante um banho. Desde então, a família passou a acompanhar uma corrida contra o tempo em busca do tratamento adequado.

O caso reforça a importância do Tratamento Fora de Domicílio, programa que garante acesso a procedimentos não disponíveis no estado. Em regiões distantes dos grandes centros, como o Acre, o serviço tem papel fundamental para assegurar que pacientes recebam atendimento especializado quando necessário.

Enquanto Ana Maria segue para o tratamento que pode mudar sua história, familiares e profissionais de saúde mantêm a expectativa de que a cirurgia seja bem-sucedida e permita à recém-nascida continuar sua luta pela vida.

Foto: José Caminha/Secom.
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