A terceira passagem de Renato Gaúcho pelo Vasco chegou ao fim. O clube anunciou nesta quinta-feira (18/6) a saída do treinador durante a paralisação do calendário por conta da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi formalizada após conversas entre o técnico e a diretoria, que já vinham discutindo os rumos do departamento de futebol para o segundo semestre.
Em comunicado oficial, o Vasco informou que o encerramento do vínculo aconteceu de forma consensual. “O Vasco da Gama informa que Renato Gaúcho não é mais o treinador da equipe profissional. A decisão foi tomada em comum acordo entre as partes. O Vasco agradece ao técnico e sua comissão pelos serviços prestados durante sua terceira passagem pelo clube e deseja sucesso na continuidade de suas carreiras”, publicou o clube.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Renato Gaúcho inicia a terceira passagem como treinador do Vasco da Gama.Bruno Haddad/Fluminense Marina Garcia/Fluminense FC Renato GaúchoReprodução
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A definição encerra semanas de debates internos sobre o planejamento esportivo e financeiro da equipe para o restante da temporada.
Reforços estiveram no centro das discussões
Nos bastidores, a principal divergência envolvia a montagem do elenco para a sequência do ano. Renato defendia a chegada de novos jogadores para ampliar as opções do grupo e aumentar a competitividade do time nas competições que ainda disputa.
A diretoria, porém, sinalizou que a margem para investimentos depende diretamente do avanço das negociações envolvendo a venda da SAF vascaína ao empresário Marcos Lamacchia, CEO da Blue Star. Filho de José Roberto Lamacchia, fundador do Banco Crefisa, e enteado de Leila Pereira, o empresário negocia uma possível entrada no controle do projeto societário do clube.
Enquanto a operação não é concluída, o Vasco segue trabalhando sob limitações financeiras, cenário que dificultou o atendimento das demandas apresentadas pela comissão técnica.
Conversa com Pedrinho aumentou incertezas
A situação ganhou novos contornos após uma reunião entre Renato Gaúcho e o presidente Pedrinho. Durante o encontro, o dirigente informou ao treinador que o clube não teria condições de avançar, naquele momento, nas contratações desejadas para reforçar o elenco.
A partir dessa conversa, a continuidade do trabalho passou a ser tratada com mais cautela.
Embora declarações recentes de Renato sobre a qualidade do elenco tenham causado repercussão interna e entre parte dos jogadores, esse episódio não foi apontado como o fator determinante para a saída. O principal ponto de desgaste foi a diferença de visão sobre o planejamento e sobre as condições para tornar a equipe mais competitiva.
Com o cenário indefinido, a diretoria buscou entender se o treinador mantinha convicção para seguir no cargo até o final da temporada. A falta de uma garantia clara sobre a continuidade do projeto aumentou o receio de que uma eventual sequência negativa após a retomada das competições provocasse uma ruptura em um momento ainda mais delicado.
Diante desse contexto, as partes optaram por antecipar o encerramento da parceria.
Contrato facilitou acordo
Outro fator que contribuiu para a resolução rápida da situação foi a estrutura contratual. O vínculo de Renato possuía validade apenas até o fim do ano e não previa multa rescisória, o que facilitou a construção de um acordo entre treinador e clube.
O técnico encerra sua passagem com 22 jogos disputados, acumulando nove vitórias, seis empates e sete derrotas.
Próximo treinador encontrará cenário de pressão
A mudança acontece em um momento decisivo para o Vasco. O clube ocupa a 17ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos, abrindo a zona de rebaixamento.
Apesar da situação delicada na liga nacional, a equipe continua viva em duas competições eliminatórias. Nas oitavas de final da Copa do Brasil, enfrentará o Fluminense. Já na CONMEBOL Sul-Americana, terá pela frente o Independiente Medellín nos playoffs.

