Dois dias após o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, o Rio Iaco continua bloqueado pelos escombros da estrutura em Sena Madureira. A situação tem causado grandes transtornos para moradores, produtores rurais e comunidades que dependem da navegação para transporte de pessoas, alimentos, mercadorias e insumos.
Com a queda da ponte, além da interrupção da ligação entre o Centro e o Segundo Distrito, o bloqueio do rio passou a afetar diretamente famílias que vivem rio acima e utilizam a via fluvial como principal meio de deslocamento e abastecimento.
Atualmente, a travessia entre os dois lados da cidade está sendo realizada por meio de catraias, solução considerada provisória diante da gravidade da situação enfrentada pela população.
Logo após o desabamento, o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP), alertou para os impactos causados pela obstrução do rio.
“O Rio está bloqueado, isso é muito grave, tem que ser desbloqueado imediatamente”, declarou o gestor.
Moradores e produtores rurais demonstram preocupação com a demora na retirada dos destroços, já que o bloqueio compromete o transporte de cargas, o acesso a comunidades e o escoamento da produção rural.
Até o momento, as autoridades estaduais ainda não divulgaram um prazo oficial para a desobstrução completa do Rio Iaco. Enquanto isso, seguem as investigações para apurar as causas do colapso da ponte, inaugurada em dezembro de 2023 e considerada uma das principais obras de infraestrutura da história recente de Sena Madureira.
A expectativa da população é que medidas emergenciais sejam adotadas para restabelecer a navegação e garantir a mobilidade dos moradores afetados pela tragédia.
Por: Samoel Andrade.

