Um forte terremoto de magnitude 7,8 atingiu o sul das Filipinas nesta segunda-feira (8), causando tsunami e destruição em várias regiões, deixando ao menos 31 mortos, 134 feridos e cerca de 12 pessoas desaparecidas, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.
O tremor provocou o desabamento de edificações, danos em estruturas urbanas e gerou alertas de tsunami não apenas nas Filipinas, mas também em países vizinhos como Japão e Indonésia.
Diante do risco de ondas provocadas pelo fenômeno, autoridades filipinas orientaram moradores das áreas costeiras a deixarem suas residências e buscarem locais mais elevados até que a situação fosse considerada segura.
Deslizamento de terra causou grande número de vítimas
Entre as ocorrências mais graves registradas após o terremoto está um deslizamento de terra no município de Glan, localizado na província de Sarangani.
Segundo o responsável pela gestão de emergências da região, Rene Punzalan, pelo menos 14 pessoas morreram após suas casas serem soterradas pelos desmoronamentos provocados pelo forte abalo sísmico.
Equipes de resgate foram mobilizadas para procurar desaparecidos e prestar assistência às famílias atingidas.
Entenda o que causou o terremoto
De acordo com especialistas em geologia, o terremoto foi provocado pelo deslocamento da placa tectônica filipina sobre a placa de Sunda, a uma profundidade estimada entre 50 e 60 quilômetros.
O sismólogo Fabrizio Romano, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, explicou que o movimento gerou um tsunami com ondas variando entre 80 centímetros e 1,5 metro de altura, capazes de deslocar grandes volumes de água e representar riscos para áreas costeiras.
Os especialistas destacam que as Filipinas estão localizadas em uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta, devido à presença de diversas zonas de subducção e ao encontro de várias placas tectônicas.
País está entre os mais vulneráveis do mundo
A localização geográfica faz com que terremotos, erupções vulcânicas e tsunamis sejam fenômenos relativamente frequentes no arquipélago filipino.
Segundo especialistas, a complexidade geológica da região aumenta o potencial para eventos naturais de grande magnitude, exigindo sistemas permanentes de monitoramento e alerta.
Sistemas de alerta ajudam a reduzir impactos
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) destacou que, embora não seja possível impedir a ocorrência de tsunamis, sistemas eficientes de monitoramento e alerta precoce podem salvar milhares de vidas.
A entidade citou a iniciativa internacional “Early Warnings for All” (Alertas Precoces para Todos), que busca ampliar a cobertura de sistemas de alerta para eventos climáticos, hidrológicos e ambientais extremos até 2027.
As autoridades seguem monitorando a situação nas Filipinas enquanto equipes de emergência trabalham no atendimento às vítimas e na avaliação dos danos causados pelo terremoto.



