Os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24/6) deixaram um rastro de destruição gigantesco. Um levantamento preliminar conduzido por cientistas da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, calcula que quase 59 mil estruturas tenham colapsado ou sofrido danos estruturais severos em decorrência dos abalos.
A dupla de tremores, que alcançou as magnitudes de 7,2 e 7,5, teve seu epicentro concentrado no norte do país, nas proximidades de San Felipe e Yumare. Por outro lado, o impacto se espalhou com força pela costa central e atingiu em cheio a região metropolitana de Caracas, capital venezuelana.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Terremotos na VenezuelaCrédito: Reprodução Instagram @jhonnsybetancourt @myhoodbr Uma das áreas de maior impacto dos terremotos na Venezuela, na cidade de La GuairaCrédito: Reprodução Instagram @presidencialve Terremotos na VenezuelaCrédito: Reprodução TV Globo
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Para chegar ao número de construções possivelmente comprometidas, os pesquisadores norte-americanos recorreram à tecnologia espacial. Utilizando dados captados pelo satélite europeu Sentinel-1, a equipe fez um cruzamento minucioso de imagens da superfície venezuelana registradas antes e logo após a passagem dos terremotos.
O sistema do satélite é programado para identificar alterações bruscas na paisagem, como escombros deslocados ou o desabamento repentino de telhados e edifícios. As capturas mais recentes, feitas na manhã de quinta-feira (25/6), cobriram áreas densamente povoadas de Caracas, como os bairros de Antímano e Petare.
Apesar da precisão tecnológica, a Nasa e os responsáveis pelo estudo reforçam que o número de 58,9 mil prédios é apenas uma estimativa inicial e não deve ser encarado como um balanço definitivo. A análise por satélite conseguiu varrer cerca de 75% da área afetada, mas apresenta limitações.

