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Torcedores do Ceará sofrem sanções do MP após protesto na sede do clube terminar em confusão

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Torcedores do Ceará sofrem sanções do MP após protesto na sede do clube terminar em confusão

O Ministério Público do Ceará determinou, por meio de despacho datado da última sexta-feira (29/05), que cinco torcedores do Ceará receberão sanções pelos próximos jogos do clube. As medidas são decorrentes de protesto realizado nas imediações da sede do Vozão, no último dia 26 de maio, em razão de condutas relacionadas a tumulto, incitação à violência e prática de atos de desordem. As manifestações terminaram em confusão e intervenção da Polícia Militar.

O despacho do Ministério Público também reconhece a punição aplicada anteriormente pela Polícia Militar às organizadas Torcida Organizada do Ceará – TOC, Fúria Jovem, Ceará Cana e Alfa Alvinegros, com suspensão e instalação de materiais no estádio (faixas, bandeiras, mastros, bambus e instrumentos musicais), por cinco partidas. O documento, entretanto, modula a extensão temporal das medidas aplicadas por 3 jogos.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Pedro Henrique é o destaque do Ceará para o Brasileirão deste anoReprodução Fortaleza e CearaReprodução/fortalezaec Diretores do Ceará e da Estrela Bet (Divulgação) João Paulo Silva, presidente do Ceará (Divulgação) Ceará (Divulgação)

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O despacho determina a suspensão dos cinco torcedores pelo mesmo período das organizadas. Entre eles, estão os conselheiros do clube Evaldo Edmundo Ataíde de Holanda Neto, este apontado como organizador do ato conforme o despacho do Ministério Público, e Mauro Jeferson Martins da Silva. Os demais torcedores são Anderson Pinheiro Saldanha, Emanoel Lucas Silva Cavalcante, Leonardo Nogueira da Silva. Todos os cinco são citados no documento como identificados, no curso da ocorrência, como “diretamente relacionados aos atos de desordem narrados”.

A suspensão aos torcedores inclui a comunicação à secretaria de esportes do Estado do Ceará e à Administração do Estádio Presidente Vargas (PV) para a realização do bloqueio eletrônico nas catracas.

O despacho também destaca que “a manifestação teve origem em conflitos internos de natureza político-administrativa” no clube, responsáveis por gerar um quadro de “desordem generalizada, com perda de controle coletivo, exigindo a atuação imediata das forças de segurança pública para contenção e dispersão dos manifestantes”. Entre as condutas de elevada gravidade citadas estão o arremesso reiterado de pedras, garrafas de vidro e artefatos pirotécnicos contra o efetivo policial, além da utilização de rojões direcionados à sede do clube. O documento ainda diz que a circunstância “criou risco concreto de incêndio e perigo à integridade física de terceiros”.

Outros agravantes citados ao longo do documento são a tentativa de invasão do imóvel, com “esforço deliberado para danificação da grade de proteção”, “desrespeito à ordem pública e às autoridades competentes”, além de agressão à Polícia Militar e a instauração de um ambiente de pânico, correria e insegurança generalizada. Segundo o entendimento do Ministério Público, a ampla repercussão do ocorrido nas mídias sociais ainda potencializou o “efeito multiplicador” da conduta violenta e contribui para a “banalização de práticas incompatíveis com o ordenamento jurídico”.

O despacho ainda reafirma a adição de medidas restritivas de acesso e de participação nos eventos como “instrumentos de contenção e prevenção da violência” e cita a reiteração de comportamentos similares em contextos recentes, envolvendo torcidas organizadas em eventos esportivos, como fator que “evidencia a necessidade de resposta institucional firme e coerente”.

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