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Samu registra quase mil trotes em 2026 e alerta para risco no atendimento de emergências

Samu registra quase mil trotes em 2026 e alerta para prejuízos no atendimento de emergência.

Foto: Marcos Santos/Secom.

Os trotes ao Samu no Acre em 2026 já somam cerca de mil registros apenas nos primeiros seis meses do ano, segundo dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O número preocupa as equipes de atendimento porque compromete a capacidade de resposta em ocorrências reais e pode colocar vidas em risco.

Entre janeiro e junho deste ano, a Central de Regulação recebeu mais de 40 mil ligações pelo número 192. Desse total, aproximadamente mil chamadas foram identificadas como trotes.

Além de representar desperdício de recursos públicos, a prática é considerada crime e pode resultar na responsabilização dos autores. Em muitos casos, ambulâncias e equipes são deslocadas para locais onde não existe nenhuma ocorrência, enquanto pessoas que realmente necessitam de socorro aguardam atendimento.

De acordo com o médico regulador do Samu, Junior Pereira, algumas ligações falsas apresentam relatos bastante convincentes, dificultando a identificação imediata do trote.

“Recebemos chamadas com relatos muito convincentes, o que leva ao envio dos nossos melhores recursos para locais onde não há nenhuma ocorrência. Enquanto isso, uma pessoa em situação real de emergência pode ficar aguardando atendimento”, explicou.

O profissional também fez um alerta aos pais e responsáveis para que orientem crianças e adolescentes sobre os impactos desse tipo de prática, principalmente durante o período de férias escolares, quando normalmente ocorre aumento nos registros.

Segundo ele, muitos dos trotes são feitos como brincadeira, sem que os autores compreendam os prejuízos causados ao serviço e às pessoas que dependem do atendimento emergencial.

O médico destacou ainda que todas as chamadas realizadas para o número 192 ficam registradas no sistema, o que contribui para a identificação de ligações indevidas.

“Pedimos responsabilidade no uso desse recurso público. O Samu trabalha com vidas, e a vida que pode estar precisando de atendimento amanhã pode ser a sua ou a de um familiar”, reforçou.

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