O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o setor de combustíveis e pediu que os postos reduzam imediatamente o preço da gasolina no país. Em publicação feita nesta segunda-feira (29) na rede social Truth Social, o republicano afirmou que os valores cobrados nas bombas permanecem elevados, apesar da queda no preço do petróleo.
“Os varejistas de gasolina devem reduzir seus preços IMEDIATAMENTE! Eles estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 o barril e em queda“, escreveu Trump.
Na sequência da mensagem, o presidente fez um alerta às empresas do setor.
“Se não, grandes problemas virão“, afirmou.
Governo já havia pedido investigação
Na semana passada, Trump informou que determinou ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação para apurar se empresas do setor estariam mantendo os preços elevados de forma injustificada.
Segundo o presidente, os consumidores não estariam sendo beneficiados pela redução dos custos do petróleo bruto, o que, na avaliação do governo, pode indicar práticas abusivas na formação dos preços.
Conflito no Oriente Médio influenciou mercado
O preço do petróleo sofreu forte alta ao longo deste ano após a escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Os ataques militares e as respostas iranianas provocaram instabilidade no mercado internacional, refletindo diretamente no valor dos combustíveis.
Nos últimos meses, entretanto, o avanço das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã e a manutenção de um cessar-fogo contribuíram para uma queda nas cotações do petróleo.
Mesmo assim, os preços da gasolina continuam sendo motivo de preocupação para consumidores americanos.
Combustíveis entram no debate eleitoral
A redução do preço da gasolina tornou-se uma das prioridades políticas da Casa Branca em meio à aproximação das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
Trump e aliados republicanos buscam manter a maioria no Congresso e veem o custo de vida como um dos principais temas capazes de influenciar o eleitorado.
Embora o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã tenha reduzido parte da pressão sobre o mercado internacional de petróleo, as divergências entre os dois países continuam, e ambos seguem trocando acusações de descumprimento dos acordos.

