Ícone do site YacoNews

Acusado de vazar dados de Viviane Barci pede que Moraes se declare impedido

Master consultou escritório da família Moraes sobre operação com fundos de previdência
Hugo Barreto/Metrópoles

A defesa do empresário carioca Marcelo Conde pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixe a relatoria do caso na Corte. Conde é acusado de ser o mandante do vazamento de dados fiscais da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro — acusação que ele nega.

Incluído no chamado “inquérito das fake news”, Marcelo Conde é empresário do ramo imobiliário e filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde (1997-2001).

A tese da defesa é a de que Moraes não poderia atuar no caso por ser casado com a vítima. O entendimento do STF, porém, tem sido o de que a “vítima”, nesses casos, é a própria Corte, o que permitiria a atuação de Moraes como relator.

“A lei é clara. O Código de Processo Penal, em seu art. 252, inciso IV, diz expressamente que o juiz está impedido de participar de julgamentos que envolvam parentes em até 3º grau”, diz o advogado criminalista Antonio Pitombo, responsável pela defesa de Marcelo Conde.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

A defesa também enviou um ofício ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça, alegando o suposto impedimento de Moraes.

“O pedido encontra amparo não apenas no direito processual interno (brasileiro), mas também na Constituição da República e no direito convencional. A Constituição (…) impõe que ninguém deve ser julgado, em procedimento criminal, por magistrado sem condições objetivas e subjetivas de neutralidade”, diz a nota de Antonio Pitombo.

No começo deste mês, o advogado apresentou uma reclamação ao STF pedindo acesso aos autos do processo, aos quais, segundo a defesa, Conde ainda não havia conseguido acesso. Após a apresentação do pedido, Alexandre de Moraes proferiu nova decisão autorizando o acesso aos autos.

De acordo com a Polícia Federal (PF), Marcelo Conde teria pago R$ 4,5 mil para obter, de forma indevida, declarações de Imposto de Renda. Ele, que atualmente vive na Espanha, nega as acusações.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Andre Shalders.

Sair da versão mobile