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Alvos de acenos, mulheres são minoria em palanques de Lula e Flávio

Alvos de acenos, mulheres são minoria em palanques de Lula e Flávio
Reprodução

Presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas de opinião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ampliaram os acenos em busca do voto das mulheres, que são a maioria do eleitorado brasileiro. O esforço, no entanto, não se reflete na montagem dos palanques pelos estados, que concentram uma baixa presença feminina.

Levantamento do Metrópoles indica que, até o momento, ao menos 21 mulheres sinalizaram compor o palanque do petista em 17 unidades da federação. Já o senador do PL reúne 10 nomes, em seis estados e no Distrito Federal.

A reportagem analisou pré-candidaturas a governo, vice e ao Senado. O número pode mudar, uma vez que os postulantes ao Planalto ainda correm para fechar apoios às vésperas do início das convenções partidárias.

No cenário atual, as mulheres encabeçam a chapa majoritária de apoio a Lula em quatro estados: Natasha Slhessarenko (PSD), em Mato Grosso; Hana Ghassan (MDB), no Pará; Juliana Brizola (PDT), no Rio Grande do Sul; e Nelita Frank (PT), em Roraima. Outras cinco concorrerão às eleições na vaga de vice.

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Na disputa ao Senado, a presença feminina no campo aliado do petista é maior: 12 pré-candidatas. Entre os nomes, estão ex-ministras do governo, como Gleisi Hoffmann (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Elas fazem parte da estratégia de Lula de ampliar a bancada governista no Legislativo, sobretudo no Senado.

Veja a lista de mulheres cotadas para o palanque de Lula em outubro:

Mulheres nas campanhas

Desafio de Flávio

Com mais dificuldade entre o público feminino, Flávio Bolsonaro tem um número reduzido de mulheres nos palanques estaduais. Três pré-candidatas ao governo sinalizaram apoio ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): Mailza Assis (PP), no Acre, Maria do Carmo Seffair (PL), no Amazonas, e Celina Leão, no Distrito Federal.

Flávio também pode ter o endosso de outras três postulantes a vice-governadora e quatro pré-candidatas ao Senado.

Confira:

Entre os nomes que podem disputar uma vaga na Casa Alta está o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com quem Flávio teve um atrito público recente. A madrasta publicou vídeos nos quais diz ter sido “humilhada” e “desrespeitada” pelo filho 01 do marido. Flávio negou as acusações e pediu desculpas a Michelle, caso a tenha ofendido.

A briga gerou impactos na pré-campanha de Flávio, em um momento onde ele busca reduzir a rejeição entre o eleitorado feminino. Durante um encontro com mulheres conservadoras, em 1º de julho, ele admitiu dificuldade em se comunicar com esse público.

Em meio ao esforço de aproximação, o pré-candidato do PL tem manifestado a preferência por uma vice mulher. Entre as cotadas estão a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Clarissa Tércio (PP-PE) e Simone Marquetto (PP-SP).

Ele também deve lançar, nos próximos dias, um plano de ações que mira o público feminino. Como mostrou o Metrópoles, a iniciativa reúne um conjunto de medidas com foco em segurança pública e renda. Batizado de Brasil Por Elas, o plano tem lançamento previsto para a próxima quarta-feira (15/7).

Outra aposta é a inclusão de Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, entre de forma mais efetiva na campanha.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alice Groth.

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