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Após prisão, criminosos fecham ruas e sequestram três ônibus no Rio: “Clima de guerra”

Após prisão, criminosos fecham ruas e sequestram três ônibus no Rio: “Clima de guerra”

Após prisão, criminosos fecham ruas e sequestram três ônibus no Rio: “Clima de guerra”

Criminosos roubaram chaves de coletivos e atravessaram veículos nas vias após prisão de dupla em ponto de drogas

Criminosos usaram ônibus como barricada no Rio de Janeiro (Crédito: Reprodução X)

O clima de tensão e insegurança tomou conta de Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (16/7). O que começou como um patrulhamento de rotina da Polícia Militar na Gardênia Azul rapidamente escalou para um cenário descrito por moradores nas redes sociais como de “guerra civil”.

Em represália às ações policiais, criminosos espalharam o pânico, provocaram incêndios e sequestraram três ônibus de passageiros para usar como barricadas, bloqueando pontos estratégicos de tráfego e impactando diretamente dez linhas rodoviárias.

Veja as fotos

Conflito no Rio de JaneiroCrédito: Reprodução Globo Conflito no Rio de JaneiroCrédito: Reprodução X Ônibus foram usados como barricadas no Rio de JaneiroCrédito: Reprodução Globo

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A Gardênia Azul é uma região chave para a mobilidade carioca, pois funciona como rota de acesso para duas das vias mais importantes e movimentadas da capital: a Linha Amarela e a avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca. O fechamento de vias e o caos instaurado na Estrada do Engenho D’Água, no Anil, e na avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão causaram fortes transtornos a milhares de trabalhadores.

O estopim: prisões no tráfico de drogas

Segundo a Polícia Militar, a confusão generalizada teve início após equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) receberem denúncias sobre um ponto de venda de drogas a céu aberto na comunidade. Os policiais montaram um cerco e conseguiram deter em flagrante uma mulher e um adolescente que comercializavam entorpecentes na área.

A resposta do tráfico foi imediata e violenta. Como represália pela perda da carga de drogas e pelas detenções, bandidos abordaram coletivos em movimento, expulsaram motoristas e passageiros, roubaram as chaves dos veículos e os atravessaram no meio das pistas. Para impedir o avanço dos carros da polícia, o grupo também ateou fogo em lixo, pneus e outros objetos.

De acordo com o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte, os três coletivos vandalizados pertenciam às linhas 353 (Gardênia Azul x Terminal Gentileza), 862 (Rio das Pedras x Barra da Tijuca) e 880 (Rio das Pedras x Terminal Alvorada).

Para evitar novos ataques, outras dez linhas que circulam na região foram obrigadas a desviar seus itinerários de emergência. Por volta das 11h30, com o reforço de efetivo e a liberação das vias pela polícia, a circulação começou a ser normalizada aos poucos. O caso foi registrado na 32ª DP (Taquara).

Região é barril de pólvora após prisão de chefão

A explosão de violência nesta quinta-feira não foi um fato isolado e ocorre em um momento de extrema fragilidade para a criminalidade local. A Gardênia Azul já estava sob forte vigilância após um golpe duro aplicado pelas forças de segurança no dia anterior.

Na quarta-feira (15/7), agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prenderam em flagrante Kayky Alves de Oliveira, conhecido como “Jhony”. Ele é apontado pela Polícia Civil como o gerente-geral do tráfico na Gardênia Azul e braço direito de “Doca” e “BMW”, dois dos maiores líderes do Comando Vermelho no Rio.

No momento da prisão, Jhony estava em uma moto clonada e carregava a contabilidade da facção, além das escalas de turno dos traficantes de rua. Além de responder por associação para o tráfico e receptação, o criminoso era um dos homens mais procurados da região, com mandados de prisão em aberto por roubo qualificado e assassinato.

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Tags:Crimonosos, Rio de Janeiro

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Henrique Carlos.

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