Enquanto a Associação do Futebol Argentino acompanha a Seleção Argentina de Futebol na Copa do Mundo, a entidade passou a ser alvo de uma investigação conduzida pelo FBI e por promotores federais dos Estados Unidos. Segundo o jornal La Nación, as autoridades apuram movimentações financeiras realizadas por meio do sistema bancário americano para verificar a existência de possíveis crimes, como lavagem de dinheiro e fraude.
VEJA TODOS OS LANCES E GOLS DA COPA DO MUNDO!
A investigação procura reconstruir o percurso de centenas de milhões de dólares movimentados pela AFA em contas nos Estados Unidos e identificar se parte das operações violou a legislação do país.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Lionel Messi, da Argentina / Foto: Reprodução @afaseleccion Lionel Messi segue obliterando recordes pela Argentina na Copa do Mundo D10S: Messi se transforma no maior artilheiro da Argentina ao marcar 3 gols em estreia / Foto: Reprodução Instagram @afaseleccion
Voltar
Próximo
Leia Também
Esportes
“Repúdio”: Conmebol condena violência e anuncia medidas após caos na Argentina
Esportes
“Acabou o futebol por causa das redes sociais”, diz Renato ao se demitir do Fluminense
Esportes
“Neymar é uma coisa tremenda”, diz Martin Palermo após passagem pelo futebol brasileiro
Esportes
“Não quero parecer humilde”, diz Cristiano Ronaldo ao afirmar ser melhor que Messi
No centro da apuração está a empresa TourProdEnter LLC, ligada ao produtor teatral Javier Faroni e à empresária Erica Gillette. Conforme documentos bancários obtidos pelo La Nación, a companhia administrou contratos comerciais internacionais da AFA, incluindo acordos com Adidas e Warner, e movimentou pelo menos US$ 260 milhões por meio de contas abertas em cinco bancos americanos: Citibank, Synovus, Bank of America, JP Morgan e PNC Bank.
De acordo com as autoridades, apenas parte desse montante possui despesas operacionais identificadas. Além disso, outros US$ 57 milhões teriam sido transferidos para diferentes empresas, cujas origens e destinos ainda são analisados pelos investigadores.
Caso ganhou força neste ano
Segundo a publicação argentina, a investigação passou a avançar ao longo de 2025 e atualmente é conduzida pelos promotores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger, integrantes do Distrito Sul da Flórida e especializados em crimes financeiros.
Um dos principais depoimentos reunidos no processo é o do empresário Guillermo Tofoni, autor da denúncia que deu origem ao caso e crítico da estrutura financeira utilizada pela AFA nos Estados Unidos. Ainda de acordo com o La Nación, o Departamento de Justiça americano também avalia ouvir ex-integrantes do governo do presidente Javier Milei.
Investigação começou após alerta enviado em 2024
A apuração teve origem em um comunicado encaminhado às autoridades americanas, em setembro de 2024, pelo então Ministério da Segurança da Argentina, comandado por Patricia Bullrich. Na ocasião, o FBI entendeu que não havia elementos suficientes para instaurar um inquérito criminal.
O cenário mudou no início de 2026, quando novas denúncias e documentos bancários reforçaram as suspeitas envolvendo as operações financeiras da entidade.
Enquanto isso, o presidente da AFA, Claudio ‘Chiqui’ Tapia, acompanha a campanha da Argentina na Copa do Mundo. Segundo o La Nación, ele foi autorizado pela Justiça argentina a viajar ao Mundial após prestar fiança em outro processo ao qual responde em seu país, no qual é investigado por suposta retenção indevida de contribuições previdenciárias e impostos.
Até o momento, nem a AFA nem Claudio Tapia se manifestaram oficialmente sobre a investigação conduzida pelas autoridades americanas. A apuração permanece em fase preliminar e, até agora, não há denúncia formal ou acusação criminal apresentada contra a entidade ou seus dirigentes.

