Um caminhão da empresa Transprete, de Brasiléia, que transportava castanha-do-brasil para o Peru, capotou na noite desta terça-feira (14) em uma rodovia próxima ao município de Iñapari, a cerca de 40 quilômetros da fronteira com Assis Brasil, no Acre. O motorista Jonathan Passos e a esposa Jessica foram resgatados com vida após a ocorrência.
De acordo com as primeiras informações, o acidente aconteceu depois que um animal atravessou a pista. Na tentativa de evitar a colisão, o motorista perdeu o controle da direção, saiu da rodovia e o caminhão capotou, ficando com as rodas para cima.
Mulher foi retirada primeiro; motorista ficou preso às ferragens
A passageira conseguiu ser retirada primeiro do veículo, apresentando ferimentos. Jonathan Passos permaneceu preso na cabine e precisou ser resgatado com equipamentos especializados.
Imagens registradas por testemunhas mostram moradores utilizando ferramentas improvisadas para tentar abrir a cabine antes da chegada das equipes de resgate. Um guincho também foi utilizado na tentativa de destombar o caminhão.
Bombeiros do Acre atuaram no resgate
Equipes do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, sediado em Epitaciolândia, foram acionadas e seguiram até o local do acidente com equipamentos de desencarceramento.
Após o resgate, por volta da 1h da madrugada desta quarta-feira (15), o casal foi encaminhado ao Hospital de Assis Brasil, já em território brasileiro, onde recebeu atendimento médico e realizou exames.
As informações iniciais apontam que ambos estão fora de risco de morte, embora a mulher tenha sofrido ferimentos considerados mais graves.
Empresa prestou assistência às vítimas
O proprietário da Transprete, Maurício Prete, confirmou o acidente e acompanhou toda a ocorrência, prestando assistência ao motorista e à esposa durante o atendimento.
Até o momento, não há confirmação sobre eventual transferência das vítimas para o Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, ou para uma unidade hospitalar em Rio Branco.
As circunstâncias do acidente deverão ser investigadas pelas autoridades do Peru.
Por Allyson Barros

