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CNH Social registra apenas 49 inscritas para 250 vagas destinadas a vítimas de violência no Acre

Baixa procura por vagas da CNH Social para mulheres vítimas de violência no Acre

Baixa procura por vagas da CNH Social para mulheres vítimas de violência no Acre - Foto: Reprodução

programa CNH Social voltado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no Acre encerrou o período de inscrições com apenas 49 candidatas cadastradas para disputar 250 vagas exclusivas.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e mostram que apenas 19,6% das vagas reservadas foram preenchidas, apesar de o prazo de inscrição ter sido prorrogado duas vezes para ampliar a participação.

Governo ampliou prazo para aumentar participação

As inscrições começaram em 13 de abril e inicialmente terminariam em 12 de maio. Diante da baixa procura, o governo prorrogou o prazo até 11 de junho e, posteriormente, até 30 de junho.

Na primeira prorrogação haviam sido registradas apenas 28 inscrições. Com a extensão final, outras 21 mulheres aderiram ao programa, totalizando 49 participantes.

Vagas representam 5% do total do programa

As 250 vagas destinadas às vítimas de violência correspondem a 5% das mais de 5 mil oportunidades oferecidas pelo CNH Social em 2026.

A iniciativa busca promover autonomia, inclusão social e ampliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho para mulheres em situação de vulnerabilidade, garantindo gratuitamente a primeira Carteira Nacional de Habilitação.

Lei garante benefício às vítimas de violência

O programa é respaldado pela Lei Estadual nº 4.616/2025, que instituiu vagas específicas da CNH Social para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no Acre.

Para participar, era necessário possuir cadastro ativo no CadÚnico e comprovar a condição de vítima por meio de documentação prevista nas regras do programa.

Apesar da baixa procura, o governo estadual considera a iniciativa uma importante política pública voltada à autonomia e independência financeira das mulheres em situação de vulnerabilidade.


Por Allyson Barros

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