Ícone do site YacoNews

Rebelião mobilizou força-tarefa e durou cerca de 24 horas

Foto: Reprodução

A rebelião começou na manhã de 26 de julho de 2023 e só foi controlada cerca de 24 horas depois, após uma intensa negociação entre autoridades e detentos. Durante o motim, um policial penal foi mantido refém e sofreu um ferimento por disparo de raspão na região do olho. O agente foi resgatado com vida e sem risco de morte. Mais de 200 integrantes das forças de segurança participaram da operação, que contou ainda com apoio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, que enviou uma força-tarefa para auxiliar na retomada da unidade prisional.

Arsenal da Polícia Penal foi tomado pelos detentos

Durante a invasão, os presos conseguiram acessar o paiol da Polícia Penal, de onde retiraram armamentos de alto poder de fogo, incluindo fuzis calibre 5,56, pistolas, munições e coletes balísticos. Segundo as investigações, esse arsenal permitiu que os integrantes da facção assumissem o controle de parte do presídio e dificultassem a reação inicial das equipes de segurança.

Cinco presos morreram e três foram decapitados

A perícia confirmou que cinco detentos morreram durante a rebelião. Três das vítimas foram decapitadas, em um dos episódios mais violentos já registrados no sistema prisional acreano. Os corpos passaram por exames no Instituto Médico Legal (IML), enquanto a Polícia Civil instaurou inquéritos para apurar tanto os homicídios quanto a origem da rebelião.

Investigação também apurou possível facilitação

Além dos crimes praticados pelos detentos, a Polícia Civil abriu um segundo inquérito para investigar se houve eventual facilitação por parte de agentes públicos. A apuração buscou esclarecer como os presos tiveram acesso às armas, quais falhas permitiram a rebelião e se houve participação ou omissão de servidores. As investigações correram paralelamente ao processo criminal contra os integrantes das facções envolvidos no motim.

Ministério Público denunciou líderes das facções

Em março de 2024, o Ministério Público do Acre denunciou dezenas de envolvidos na rebelião. Entre eles estavam integrantes do Comando Vermelho apontados como responsáveis pela organização do ataque e pela execução das vítimas. As denúncias sustentaram que o motim foi previamente planejado, reforçando a conclusão agora reconhecida pela sentença condenatória divulgada em 2026.

Esses acréscimos fortalecem a matéria porque contextualizam o episódio, mostram a dimensão da operação policial e reforçam que a conclusão da Justiça é resultado de uma investigação iniciada logo após a rebelião.

Sair da versão mobile