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Diretor de hospital não descarta falha em mortes de gestantes no DF

Diretor de hospital não descarta falha em mortes de gestantes no DF
Hospital acoplado foi feito por doações de empresários

O diretor do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) Rafael Amaral Guimuzzi destacou, em entrevista ao Metrópoles, que as mortes das duas gestantes durante os partos realizados na unidade hospitalar em um intervalo de 4 dias estão sendo apuradas. O objetivo é descobrir se houve algum tipo de falha durante o atendimento.

“Não quer dizer que houve falha de algum profissional, mas não podemos descartar essa possibilidade”, afirmou o gestor do HRSam.

De acordo com Guimuzzi, a apuração ainda está em fase inicial, por isso, não é possível confirmar nada até o fim das investigações. “Isso tudo vai trazer informações muito valiosas para gente. Mas ainda é muito precoce para dizer se houve falha médica ou algo do gênero”, complementou o diretor do hospital.

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O superintendente da Região de Saúde Sudoeste da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), José Henrique Barbosa, explicou que para investigar os óbitos foi acionado o chamado “Protocolo de Londres”, uma metodologia de investigação sistêmica voltada para incidentes críticos que envolve todo um corpo técnico.

Complicações durante o parto

Os dois casos foram considerados “atípicos” pela pasta. De acordo com o diretor do HRSam, em 2025, foram realizados 3.400 partos sem registro de mortes.

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“A gente não vê paciente só como números. A gente vê realmente uma fatalidade, às vezes, em um milhão, mas ela tem um significado porque são pessoas”, complementou o superintendente da SES-DF, José Henrique Barbosa.

De acordo com o superintendente da SES-DF, as duas mulheres teriam tido complicações durante o parto.

Segundo Barbosa, Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, que morreu na segunda-feira (13/7), teve uma condição chamada de atonia uterina, quando o útero não contrai após o parto normal. Para tentar conter o sangramento, foi feito o procedimento de retirada do útero. Entretanto, Maria continuou tendo hemorragia até ir a óbito.

“Ela (Maria) teve o parto normal, a criança nasceu, estava tudo bem e, de repente, o útero dela perdeu a contratilidade, quer dizer, a capacidade de fechar e coagular o sangue. Quando ela perdeu essa contratilidade, o que que a gente teve que fazer? Levou ela para a sala, fez a cesariana e teve que retirar o útero dela. Mesmo assim, ela ainda continuou sangrando e veio a óbito”, explicou.

O superintendente da SES-DF informou ainda que Maria Aparecida teria feito um número de consultas abaixo do esperado. “Ela tinha feito cinco consultas pré-natais, abaixo do esperado. O ideal é que tenha mais de 15, 20 consultas”.

Sobre a morte Maria Graciana Andrade Alves, 36 anos, falecida na última sexta-feira (10/7), o diretor do HRSam afirmou ter sido causada por um distúrbio de coagulação. De acordo com Rafael Amaral, a paciente já chegou na unidade com a criança precisando ser assistida, o que a medicina chama de sofrimento fetal. O caso da jovem teria sido agravado pela condição da grávida.

“Ela chegou com pós-datismo [quando a gestação ultrapassa a 40ª semana], passando de 41 semanas, e aí foi feita a indução do parto. O que evoluiu para a complicação de ter observado os sinais de sofrimento fetal, foi quando o colega indicou a cesariana.”

O diretor do HRSam informou que a unidade está prestando assistência às famílias. “A gente está prestando as nossas solidariedades à família. O que a família precisar a gente está dando todo apoio. As crianças estão sendo bem assistidas”, destacou o diretor da unidade.

Duas grávidas mortas em quatro dias


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por João Paulo Nunes.

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