Mais de dois anos após a morte de Anderson Leonardo, a administração do patrimônio deixado pelo vocalista do Molejo voltou ao centro das atenções. Em entrevista ao “Domingo Espetacular”, da Record, Paula Cardoso, viúva do cantor, afirma que ela e outros herdeiros ainda enfrentam dificuldades para obter informações sobre a gestão financeira relacionada ao artista.
Durante conversa com a repórter Nicole Timm, Paula revelou que não recebe esclarecimentos sobre valores envolvendo a continuidade das atividades do grupo de pagode após a morte do cantor.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Mumuzinho interrompe show para homenagear Anderson Leonardo Mumuzinho interrompe show para homenagear Anderson Leonardo Reprodução/Redes Sociais
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Segundo a viúva, permanecem dúvidas sobre a movimentação financeira ligada ao Molejo, incluindo cachês, contratos, despesas e lucros obtidos com os shows realizados pela banda. Ela afirma que esses dados também não são apresentados aos demais herdeiros.
A entrevista vai ao ar neste domingo (12/7) e promete abordar os questionamentos envolvendo a condução do patrimônio deixado por Anderson Leonardo desde seu falecimento.
Luta contra o câncer
Anderson Leonardo morreu em abril de 2024, aos 51 anos, em consequência de um câncer. O cantor tornou público o diagnóstico em outubro de 2022 e iniciou o tratamento poucas semanas depois, conciliando o combate à doença com a agenda de apresentações.
Em dezembro daquele ano, chegou a anunciar que estava curado. A notícia foi recebida de maneira inusitada durante um voo, quando uma comissária de bordo comunicou a recuperação pelos alto-falantes da aeronave e brincou com um dos sucessos do Molejo.
Posteriormente, Anderson revelou que chegou a cogitar uma cirurgia mais radical durante o tratamento: “Eu falei: ‘arranca logo isso’. Minha namorada então falou: ‘não, o pênis, não!’. Mas agora estou bem. Fiquei um pouco assustado. Era um tumor maligno na região pubiana, que conseguimos matar.”
Meses depois, o artista informou que o câncer havia retornado, desta vez atingindo os testículos. Na ocasião, também falou sobre os impactos físicos da doença: “Quando vi que estava voltando a inchar, reparei que estava inchando em outra região, o popular saco. Está muito inchado. É f*da para colocar uma roupa, muito complicado.”
Anderson ainda explicou que o tipo de câncer exigia acompanhamento constante devido ao risco de evolução: “Sempre há a possibilidade.”
Ao longo de 2023 e do início de 2024, o cantor passou por novas sessões de quimioterapia, enfrentou uma embolia pulmonar, foi internado outras vezes por causa de fortes dores e realizou procedimentos para aliviar o quadro clínico. Em abril de 2024, permaneceu internado na UTI em estado gravíssimo, chegando a precisar de doações de sangue antes de morrer em decorrência da doença.

