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Ex-presidente do INSS teria recebido até R$ 250 mil em propina, diz PF

Ex-presidente do INSS teria recebido até R$ 250 mil em propina, diz PF
Kebec Nogueira/Metrópoles

O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é acusado pela Polícia Federal (PF) de receber até R$ 250 mil por mês em propina. O pagamento, segundo a investigação, era para que ele se omitisse e não fiscalizasse associações suspeitas de roubar dinheiro de aposentadorias e pensões por meio de descontos ilegais.

A conclusão consta do primeiro relatório final da Operação Sem Desconto, apresentado pela corporação ao Supremo Tribunal Federal (STF), nessa terça-feira (14/7). Com 256 páginas, o documento foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, e resultou no indiciamento de 48 pessoas.

Além de Stefanutto, foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os quatro estão presos preventivamente desde o ano passado.

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Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado após operação da PF

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Alessandro Stefanutto, presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Brasília (DF)

Kebec Nogueira/Metrópoles

Atuação de Stefanutto

Crimes

A PF ressalta ainda que este relatório trata exclusivamente da investigação sobre a Conafer.

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do Metrópoles

Stefanutto, Virgílio Antônio Ribeiro Filho e André Fidelis foram indiciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Já Antonio Camilo Antunes responderá por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva.

Alessandro Stefanutto assumiu a presidência do INSS em julho de 2023, por indicação do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o cargo já em abril de 2025 após a revelação do esquema de fraudes envolvendo descontos ilegais em benefícios previdenciários.

Caso exposto

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.

Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).

Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação inicial que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

O que acontece agora

O relatório não aborda o inquérito que apura uma possível ligação entre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Antonio Camilo Antunes.

Agora, caberá ao ministro André Mendonça encaminhar o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia contra os investigados.

O grupo de 48 pessoas é investigado pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, corrupção ativa, promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa, além de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.

São eles:

A reportagem tentou contato com a defesa de Stefanutto, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Álvaro Luiz.

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