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Fim do pesadelo! Internato denunciado por Paris Hilton é fechado nos EUA

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Fim do pesadelo! Internato denunciado por Paris Hilton é fechado nos EUA

O Estado de Utah, nos Estados Unidos, decidiu revogar a licença de funcionamento da Provo Canyon School, o internato para “adolescentes problemáticos” em que Paris Hilton viveu um filme de terror durante a juventude, segundo ela. Caso a medida judicial seja mantida, a instituição tem até o dia 6 de agosto para fechar as portas da sua unidade feminina de forma definitiva.

A queda da Provo Canyon School não aconteceu apenas pelos fantasmas do passado, mas por um acúmulo de infrações recentes e assustadoras. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Utah justificou o fechamento apontando uma ficha corrida de irregularidades registradas desde 2025.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Paris HiltonCrédito: Reprodução YouTube Paris HiltonCrédito: Reprodução YouTube Paris HiltonCrédito: Reprodução YouTube

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O relatório das autoridades expõe um cenário de completo abandono: agressões durante tentativas de imobilização dos alunos, uso desproporcional de força física, falta de funcionários adequados e até negligência médica grave. Em um dos casos mais chocantes que vieram à tona, um adolescente com ferimentos severos no rosto e na cabeça teve o seu socorro médico atrasado. Isso porque a escola acionou uma empresa de transporte comum, em vez de uma ambulância de emergência.

O desabafo de Paris Hilton
Desde que quebrou o silêncio no documentário “This Is Paris” (2020), a herdeira da rede de hotéis transformou sua dor em ativismo político. Nos anos 90, ela passou quase um ano confinada na Provo Canyon School, onde denunciou ter sido alvo de agressões físicas, obrigada a tomar medicações misteriosas, vigiada nua durante o banho e jogada na solitária.

Ao saber da revogação da licença, Paris comemorou o fato de as autoridades finalmente validarem a dor de milhares de vítimas. “Por mais de 50 anos, crianças relataram casos de abuso, negligência e trauma. Hoje, o Estado confirmou o que os sobreviventes já sabiam: a escola falhou com as crianças sob seus cuidados”, declarou a artista.

Visivelmente tocada com a decisão, Paris relembrou o próprio desespero: “Eu era uma dessas crianças. Sei o que é chorar por socorro e acreditar que ninguém virá. Hoje, as crianças que ainda estão naquela instituição sabem que finalmente alguém virá protegê-las”.

O que diz a direção do internato
Do outro lado, a atual administração do campus feminino de Springville, que tem capacidade para abrigar até 120 jovens, não pretende abaixar a cabeça. Tim Marshall, diretor-executivo da instituição, emitiu uma nota afirmando que a escola discorda veementemente da punição e já estuda medidas legais para reverter a decisão.

Ele ressaltou o compromisso do internato em oferecer um ambiente seguro, mas frisou um ponto de defesa constante da atual gestão: eles afirmam que não podem responder pelos atos cruéis cometidos pelas administrações passadas, lavando as mãos em relação aos traumas vividos por Paris Hilton e outras vítimas de décadas anteriores.

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