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Governo atribui ao setor privado adequação para reverter veto da União Europeia à carne brasileira

Governo atribui ao setor privado adequação para reverter veto da União Europeia à carne brasileira

Governo mantém negociações com a União Europeia enquanto setor produtivo precisa atender novas exigências sanitárias.

O governo federal afirmou que a adequação às exigências da União Europeia para retomar as exportações de carnes e produtos de origem animal brasileiros depende, em grande parte, da atuação do setor produtivo. A posição consta em um documento encaminhado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Câmara dos Deputados, em resposta a um pedido de informações apresentado pelo deputado federal Evair de Melo.

No relatório, assinado pelo ministro da Agricultura, André de Paulo, o governo explica que a implementação de sistemas privados de controle é considerada essencial para garantir que os produtos destinados ao mercado europeu atendam às exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Setor produtivo deverá ampliar controles

Segundo o documento, as medidas necessárias para restabelecer as exportações envolvem principalmente a criação de mecanismos capazes de assegurar a segregação da produção conforme os padrões exigidos pela União Europeia.

De acordo com o Ministério da Agricultura, cabe ao setor produtivo desenvolver sistemas que permitam comprovar que os animais destinados ao mercado europeu atendem integralmente às normas sanitárias impostas pelo bloco.

União Europeia suspendeu importações

No início de junho, a Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para os 27 países que integram a União Europeia.

A decisão foi motivada por exigências relacionadas ao controle sanitário da produção brasileira. Entre elas, está a necessidade de garantir que animais destinados ao mercado europeu não recebam determinados medicamentos antimicrobianos considerados incompatíveis com as normas do bloco.

O veto passa a valer oficialmente a partir de 3 de setembro de 2026.

Governo busca reverter decisão

Apesar da suspensão, o governo brasileiro mantém negociações com autoridades europeias na tentativa de reverter a medida antes do início da vigência das restrições.

Além das tratativas diplomáticas, o Ministério da Agricultura informou que segue trabalhando para demonstrar que o país possui condições de atender aos requisitos técnicos exigidos pela União Europeia.

O objetivo é restabelecer o acesso da carne brasileira ao mercado europeu, considerado estratégico para o agronegócio nacional.

Por Samoel Andrade  

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