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Homem que matou colono em Sena Madureira por ciúmes é condenado a 16 anos e 6 meses de prisão

Homem que matou colono em Sena Madureira é condenado a 16 anos e 6 meses de prisão em regime inicialmente fechado. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (9) durante julgamento realizado no Fórum Desembargador Vieira Ferreira, encerrando um caso de homicídio registrado em abril de 2020 na zona rural do município.

O réu, identificado pelas iniciais F.S.B., de 27 anos, foi considerado culpado pelo Tribunal do Júri após oitiva de testemunhas e debates entre acusação e defesa.

Crime ocorreu em 2020 na zona rural

Segundo o processo, a vítima foi o jovem M.O., de 21 anos, assassinado no Ramal Toco Preto, às margens da BR-364, entre Sena Madureira e Rio Branco.

O corpo foi encontrado apenas dias após o crime, já em avançado estado de decomposição, o que inicialmente dificultou a identificação da causa da morte.

Investigação desvendou homicídio

Na época, a Polícia Civil realizou apenas o recolhimento do corpo, uma vez que não havia elementos suficientes para confirmar como o jovem havia morrido.

A partir do laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), os peritos constataram que a vítima apresentava lesões no rosto e marcas de disparos de arma de fogo.

Com essas informações, a investigação foi aprofundada pela equipe comandada pelo delegado Marcos Frank, que conseguiu identificar o autor do crime.

“Após mais de três anos, foi possível chegar à autoria do delito e ficou provado no decorrer das investigações que se tratou de um crime passional. Foi um intenso trabalho, digno de elogio, realizado pelos investigadores da Polícia Civil de Sena Madureira, reforçando mais uma vez o compromisso da Polícia Civil com a sociedade”, afirmou o delegado.

Crime foi motivado por ciúmes

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, F.S.B. matou M.O. motivado por ciúmes de um suposto relacionamento entre a vítima e sua então esposa.

Conforme a acusação, o réu foi até a residência do jovem e o atacou utilizando um pedaço de madeira e, em seguida, efetuou disparos de arma de fogo.

O Ministério Público sustentou que o homicídio foi praticado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Réu deixa tornozeleira e vai para o presídio

Até o julgamento, F.S.B. respondia ao processo em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica.

Com a condenação, ele teve a prisão decretada para cumprimento imediato da pena em regime fechado.

Após deixar o plenário do Tribunal do Júri, o condenado foi encaminhado ao Presídio Evaristo de Moraes, onde iniciará o cumprimento da sentença de 16 anos e 6 meses de reclusão.

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