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Inglaterra, Reino Unido ou Grã-Bretanha? Entenda a diferença na Copa do Mundo

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Inglaterra, Reino Unido ou Grã-Bretanha? Entenda a diferença na Copa do Mundo

A Inglaterra venceu a RD Congo de virada por 2 a 1, nesta quarta-feira (1º/7), e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo. A Escócia ficou na fase de grupos após perder para a Seleção Brasileira. País de Gales, República da Irlanda e Irlanda do Norte nem disputaram a atual edição. Mas o que todas essas nações têm em comum? A nomenclatura Reino Unido — ou seria Grã-Bretanha?

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução brasilescola.uol.com.br Kane chegou a 13 gols na história da Copa do Mundo.Reprodução/@england Thomas Tuchel, técnico da InglaterraReprodução/Mike Egerton/PA Reprodução Atleta Charlotte Dujardin está fora das olimpíadas de Paris após ter vídeo vazado

Crédito: Reprodução/Internet

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A antiga dúvida segue sendo muito comum, sobretudo nos períodos dos maiores eventos esportivos do mundo. E, muito além das explicações ligadas ao esporte, há questões geográficas, políticas e territoriais. É por isso que tais países disputam competições de futebol com seleção própria, enquanto nos Jogos Olímpicos estão sob a mesma bandeira.

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Na Organização das Nações Unidas (ONU), o nome oficial do país é Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte — nomenclatura usada oficialmente pela primeira vez em 1801, ou simplesmente ou simplesmente Reino Unido. O Reino Unido é um país formado por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, enquanto a República da Irlanda não integra o grupo. Já a Grã-Bretanha é a ilha onde ficam Inglaterra, Escócia e País de Gales.

Apesar da junção em tratados oficiais e políticos, a relação entre os povos desses países nunca foi das mais fáceis. Durante boa parte da história, elas conviveram com guerras, tratados, alianças e uniões. Até por esse contexto, cada um desses países tem sua própria cultura e até idiomas distintos.

Mas como fica no futebol?
É em meio a essas questões que surgem os esportes. O futebol foi criado em 1863, junto com a Football Association (FA), da Inglaterra, que tem data de fundação de 26 de outubro daquele ano. Em paralelo, as nações vizinhas também criaram suas associações para o esporte. Escócia em 1873, o País de Gales em 1876 e a Irlanda em 1880. A FIFA foi fundada em 1904. À época, já havia um torneio entre as seleções há mais de 20 anos. O que significava rivalidades, campeonatos e copas disputadas por lá.

De acordo com o Artigo 14 dos Estatutos da FIFA, apenas uma associação é reconhecida por país e ela deve ser responsável pela organização e supervisão de todo o futebol em seu respectivo território. Como exemplo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a única responsável pelo futebol brasileiro. Mas como fazer com as quatro associações “britânicas”, que efetivamente faziam parte da mesma nação?

A entidade máxima do futebol abriu uma exceção. “No Congresso da FIFA de 1908, a solicitação de adesão da Irlanda e da Escócia foi questionada sob a alegação de que criaria um precedente perigoso, mas no Congresso de 1910, em Milão, as atitudes mudaram e as associações de futebol da Irlanda, Escócia e País de Gales foram convidadas a se juntar à FIFA”, explica o site da organização.

Com a aprovação da FIFA, as federações mantém seus campeonatos, como o Campeonato Inglês e Campeonato Escocês, e equipes nacionais separadas nas competições mundiais, como é o caso da Seleção da Inglaterra.

Nas Olimpíadas, tudo muda!
Se no futebol há uma aprovação especial da FIFA, nas Olimpíadas o cenário é diferente. O Comitê Olímpico Internacional (COI) reconhece apenas uma entidade para o Reino Unido: a Grã-Bretanha, conhecida como Team GB. A delegação reúne atletas da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Os esportistas norte-irlandeses podem optar por defender a Grã-Bretanha ou a República da Irlanda.

A história dessa separação (ou união) no futebol olímpico começa em 1908, quando o Reino Unido foi sede dos Jogos. O país solicitou à Associação de Futebol (FA) que organizasse o torneio de futebol, na primeira vez que o esporte seria incluído nos jogos. Escócia, Irlanda e Gales, que não tinham equipes amadoras de futebol (à época, os jogos eram restritos a atletas amadores), se recusaram a participar. Coube a Federação da Inglaterra o dever de representar o país no esporte, ainda que sem a concordância das demais nações integrantes.

Após a ausência do país na competições devido às guerras mundiais, o acordo sobre a nomenclatura veio nos Jogos de 1936 e as quatro federações concordaram em ceder jogadores para a competição. A união se manteve até os anos 70, quando a seleção olímpica da Grã-Bretanha foi extinta.

Em 2012, a equipe ressurgiu nos Jogos Olímpicos de Londres, quando havia uma vaga reservada aos anfitriões. À época, houve oposição por parte de torcedores e políticos. A questão era se seria possível torcer para atletas que historicamente defendiam equipes rivais agora que estariam sob a mesma bandeira.

No fim, foram 18 convocados, sendo 13 ingleses e cinco galeses, incluindo Ryan Giggs, ídolo do Manchester United. No elenco feminino, foram por 17 inglesas e apenas duas escocesas. Parte do elenco galês se recusou a cantar God Save the Queen (Deus salve a Rainha, em inglês), o hino nacional britânico, e geraram polêmica. Ambas as delegações foram eliminadas nas quartas de final.

Desde então, a Seleção Britânica não participou dos Jogos Olímpicos no futebol masculino em 2016 (Rio) e 2020 (Tóqui) e 2024 (Paris). A equipe feminina disputou apenas no Japão.

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