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Messi quase foi convocado pela Espanha e obrigou Argentina a “inventar” amistoso. Entenda!

Messi quase foi convocado pela Espanha e obrigou Argentina a “inventar” amistoso. Entenda!

Messi quase foi convocado pela Espanha e obrigou Argentina a “inventar” amistoso. Entenda!

Até 2004, Messi não era monitorado pela Associação de Futebol Argentino (AFA) que precisou marcar um jogo às pressas para evitar que a lenda jogasse pela seleção rival na final da Copa de 2026

(Messi marca em amistoso contra o Paraguai sub-20 em sua primeira partida em todas as seleções de base da Argentina. Foto: Reprodução TYC Sports)

A Seleção da Argentina tem se notabilizado por ser uma das principais vencedoras no futebol internacional no Século XXI. Ainda assim, o jogo mais importante da albiceleste no atual século talvez não seja nenhuma das finais de Copa do Mundo ou Copa América e sim um amistoso “inventado” da equipe sub-20 contra o Paraguai em uma gelada noite de inverno em um estádio acanhado e vazio na região central de Buenos Aires. A importância dessa partida se explica pela estreia do maior nome do futebol argentino de todos os tempos: Lionel Messi.

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Em 2004, o nome de Lionel Messi não era conhecido pela população da Argentina e muito menos pela Associação de Futebol Argentino (AFA), responsável por gerir a seleção nacional. Messi era apenas um jovem de 17 anos que estava nas categorias de base do Barcelona, na Espanha. O jovem já estava há sete anos no clube espanhol após ser descoberto por olheiros que viram as categorias de base do Newells Old Boys, da cidade de Rosario, onde Messi deu seus primeiros passos no futebol.

Apesar de desconhecido do público argentino, Messi já era visado pela federação espanhola para representar o país em torneios de base e, por conta do desinteresse argentino, parecia ser um movimento natural em sua vida uma possível convocação para a Espanha. O jovem, no entanto, tinha o sonho de defender a seleção albiceleste.

Veja as fotos

Lionel Messi, da ArgentinaFoto: Reprodução @afaseleccion Lionel Messi, da Argentina / Foto: Reprodução @afaseleccion Messi marca em amistoso contra o Paraguai sub-20 em sua primeira partida em todas as seleções de base da Argentina. Foto: Reprodução TYC Sports Lionel Messi segue obliterando recordes pela Argentina na Copa do Mundo.Foto: Reprodução Instagram @afaseleccion Messi disputou seis Copas do Mundo na carreiraReprodução/Fotoarena/Folhapress D10S: Messi se transforma no maior artilheiro da Argentina ao marcar 3 gols em estreiaReprodução: Instagram/@afaseleccion

O então auxiliar técnico da Seleção Argentina, Claudio Vivas, braço direito do técnico Marcelo Bielsa, foi então procurado por Horacio Gaggioli, empresário de futebol próximo ao Barcelona que, assim como Messi, era da cidade de Rosario. Ao ir atrás do professional da AFA, Gaggioli entregou uma fita cassete, afirmando que um jovem jogador argentino fazia sucesso na Espanha.

Em entrevista ao site Infobae, Vivas afirmou que mostrou ao fita ao técnico Marcelo Bielsa que não acreditou no conteúdo que assistia: “Depois de um jogo contra o Japão, voltei e mostrei ao Bielsa. Ele me pediu para que colocasse numa velocidade normal. Eu disse que estava na normal. Ele (Messi) driblava, chutava e faz gol”.

Ao assistir o conteúdo, o técnico da seleção argentina de base, Hugo Tocalli também se encantou com o jovem jogador, mas informou à Bielsa que já não conseguiria chamar Messi para disputar o mundial sub-17 devido ao curto prazo para inscrição.

No entanto, todos ali viram que, em meio ao assédio espanhol, precisavam “prender” Messi a Seleção Argentina o quanto antes. Naquela época, as regras de elegibilidade da FIFA afirmavam que um jogador que disputasse uma partida oficial, mesmo que amistosa, por qualquer nível (base ou profissional) impossibilitava o atleta de defender outro país no futuro.

O problema é que a federação argentina possuía apenas o nome do jovem jogador: Lionel Messi, sem nenhum contato próximo. Segundo o que descreveu um ex-funcionário da AFA, Omar Souto, ele precisou procurar uma lista telefônica da cidade de Rosário, a fim de procurar parentes do jovem jogador.

” Saí do centro de treinamento de Ezeiza (da AFA) e fui a uma cabine telefônica. Pedi uma lista telefônica de Rosário, era tudo o que sabíamos dele. Arranquei a página com os números da família Messi, fiz uma ligação aleatória para casa para justificar minha entrada no centro de treinamento e voltei para lá para encontrá-lo. O primeiro parente que localizei foi sua avó. A avó de Lionel me deu o contato do tio. O tio me deu o contato do pai. Liguei para o pai, me apresentei e disse que queríamos trabalhar com o filho dele, com a ressalva de que eu havia errado o nome: eu sempre ouvira dizer que Leo era o apelido da família Leonardo”, disso em entrevista para o livro “Messi: o gênio completo”.

Amistoso às pressas e começo do sonho

Após conseguir o contato do jogador, às pressas, a AFA organizou um amistoso da Seleção Sub-20 contra o Paraguai no dia 29 de junho de 2004 no estádio do Argentinos Juniors, o mesmo local onde Maradona havia dado seus primeiros passos no futebol. Com direito a árbitro chamado um dia antes, e um público de cerca de 500 pessoas, Messi e companhia deram um show e golearam os paraguaios por 8 a 0.

O placar foi o menos importante, mas aquele jogo esquecível garantiu que Messi se mantivesse preso à Seleção Argentina mesmo com assédio espanhol. No ano seguinte, Messi foi o principal jogador argentino na conquista da Copa do Mundo sub-20 disputada nos Países Baixos com direito a vitória e gol contra o Brasil nas semifinais.

Ainda naquele ano, meses após a conquista do mundial sub-20, Messi estreou pela seleção principal em outro partida contra o Paraguai, desta vez pelas eliminatórias e fora de casa em Assunção, capital paraguaia. Em 2006, Messi, convocado para sua primeira Copa do Mundo, marcou pela 1ª vez com a camisa da Argentina em um amistoso preparatório para o mundial contra a Croácia. Dias depois, em sua estreia em copas, Messi marcou contra a seleção de Sérvia e Montenegro na goleada argentina por 6 a 0.

Dali pra frente, Messi se consolidou como um dos maiores jogadores da história do futebol e mostrou que um simples amistoso que “não valia nada” foi essencial para que pudesse marcar época à frente da Argentina.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por João Victor.

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