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Moradora de Manoel Urbano é condenada em júri popular por assassinato de companheiro quase dez anos após o crime em Rio Branco

Moradora de Manoel Urbano é condenada por assassinato do companheiro após júri popular

Moradora de Manoel Urbano é condenada por assassinato do companheiro após júri popular

Quase dez anos após o homicídio de Jeovaci Gonçalves dos Santos, conhecido como “Tarzan”, a Justiça condenou Clemilda Alves Martins da Costa pelo crime ocorrido em 2017, na zona rural de Rio Branco.
​A decisão foi proferida pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que considerou a ré culpada pelo assassinato. Clemilda, que respondia ao processo em liberdade, foi condenada a 12 anos de prisão em regime fechado. Após a leitura da sentença, a condenada foi presa no próprio Fórum Criminal e encaminhada diretamente ao sistema prisional para o cumprimento da pena.

​ Vida em Manoel Urbano

​Atualmente, Clemilda estava residindo no município de Manoel Urbano, no interior do Acre, onde já morava há aproximadamente quatro anos. Na cidade, ela levava uma vida pública ativa e era bastante conhecida na comunidade por trabalhar lado a lado com seu atual esposo, auxiliando-o tanto em serviços de alvenaria quanto de carpintaria. Além da rotina de trabalho, o casal era presença confirmada nos eventos, sendo frequentemente visto nas noites e festas murbanenses.

​O crime

​De acordo com a denúncia do Ministério Público, Clemilda e a vítima mantinham um relacionamento havia cerca de quatro meses na época do fato. No dia do crime, os dois ingeriam bebida alcoólica quando ocorreu um desentendimento. Durante a discussão, Jeovaci Gonçalves dos Santos foi atingido por golpes de faca e morreu no local.
​As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificaram Clemilda como a autora do homicídio. O crime aconteceu em 5 de novembro de 2017, no Ramal da Galileia, localizado no bairro Santa Maria, na zona rural de Rio Branco.
​Com o julgamento realizado nesta semana, o caso foi encerrado na primeira instância quase uma década após o assassinato, mudando drasticamente a realidade que a acusada havia construído no interior do estado.

Por Marcon Brandão

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