A Polícia Civil de São Paulo concluiu o segundo inquérito que investiga a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Como resultado, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, foi indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.
Segundo a investigação, Evelyne integrava a organização responsável pela realização da atividade, atuando na logística do evento, administração dos participantes, divulgação e manutenção da estrutura utilizada. Para a polícia, ela tinha responsabilidade direta sobre a segurança da operação e assumiu o risco ao permitir que a prática ocorresse em condições consideradas inadequadas.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Evelyne dos Santos Gonçalves, organizadora do salto trágico de rope jumpDivulgação: Polícia Civil João Antonio Pivetta Ribeiro da SilvaDivulgação: Polícia Civil Maria Eduarda morreu ao ser arremessada sem corda em salto de rope jumpReprodução: Instagram Maria Eduarda morreu ao ser arremessada sem corda em salto de rope jumpReprodução: Instagram Instrutores presos acusados de matar Maria Eduarda Rodrigues de Freitas ao jogá-la de ponte sem cordaReprodução: Polícia Civil
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Além do indiciamento, a Polícia Civil solicitou à Justiça que a prisão temporária da investigada, decretada em 20 de junho, seja convertida em prisão preventiva. No mesmo inquérito, outros dois investigados, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, deixaram de ser indiciados. A polícia também pediu a revogação das prisões deles, decisão que ainda depende de análise judicial. Segundo a investigação, os dois integravam a equipe do grupo Entre Cordas, responsável pela organização do evento.
Apesar da conclusão dessa etapa, as investigações não foram encerradas. Os policiais seguem tentando localizar a câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto, considerada uma peça importante para esclarecer completamente as circunstâncias do acidente.
O caso ocorreu em 13 de junho deste ano, quando a jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada ao equipamento de segurança da modalidade. Ela morreu no local.
Ao portal G1, as defesas de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins afirmaram que a decisão de não indiciá-los demonstra a ausência de provas de participação nos crimes investigados. Já a defesa de Evelyne informou que a investigada tem colaborado com as autoridades desde o início da apuração.

