Uma mulher de 31 anos foi morta pelo companheiro dentro de casa em Guarapuava, na região central do Paraná, enquanto vizinhos tentavam socorrê-la após ouvirem gritos vindos da residência. O caso ocorreu no bairro Boqueirão e está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
A vítima foi identificada como Suelen Cristina Cordeiro. Segundo as investigações, moradores da vizinhança ouviram pedidos de socorro e correram até o imóvel na tentativa de ajudar. No entanto, as portas estavam trancadas, impedindo a entrada das testemunhas.
Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação dos moradores em frente à residência. Nas gravações, é possível ver os vizinhos tentando acessar o local após ouvirem a discussão. Pouco tempo depois, o suspeito deixa a casa segurando uma faca.
De acordo com a Polícia Civil, o homem ainda retornou ao imóvel, discutiu com as testemunhas e fugiu, deixando a residência fechada. Mais tarde, ele foi localizado em um estabelecimento da região e preso.
A delegada Ana Hass de Miranda afirmou que as agressões teriam durado cerca de seis minutos dentro da residência, enquanto os vizinhos tentavam entrar para interromper a violência.
“Essas agressões tenham durado pelo menos seis minutos no interior da residência, de portas fechadas, enquanto testemunhas tentavam a todo tempo acessar a residência, já sabendo que estava acontecendo ali uma agressão bastante grave”, declarou a delegada.
Durante a investigação, testemunhas relataram que o relacionamento entre o casal era marcado por episódios frequentes de violência. Segundo os depoimentos, a vítima teria sofrido agressões anteriores e situações de controle e restrição de liberdade.
A delegada afirmou que os relatos indicam um histórico de violência que, segundo as testemunhas, nunca chegou oficialmente ao conhecimento das autoridades.
O inquérito policial foi concluído nesta semana e encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.
Em nota, a defesa do suspeito informou que só irá se manifestar sobre o mérito das acusações após ter acesso integral aos autos da investigação, aos laudos periciais e aos depoimentos colhidos pela polícia.
Com informações do G1.

