O avanço da estiagem no Acre já começa a refletir diretamente no nível do Rio Acre, aumentando a preocupação das autoridades com uma possível crise hídrica nos próximos meses.
Segundo boletim divulgado pela Defesa Civil de Rio Branco nesta sexta-feira (17), o manancial atingiu 2,46 metros, permanecendo pouco mais de um metro acima da cota considerada crítica, estabelecida em 1,5 metro.
Defesa Civil acompanha evolução da estiagem
Em entrevista, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que, embora o nível atual ainda esteja distante da mínima histórica, o cenário requer acompanhamento constante.
Segundo ele, a menor marca já registrada no Rio Acre foi de 1,23 metro, em setembro de 2024.
“Hoje estamos com pouco mais de 2 metros, quase 2,5 metros, mas ainda estamos em julho. Aquele recorde ocorreu apenas em setembro. Ainda temos aproximadamente um metro de diferença”, afirmou.
Cota crítica pode provocar impactos antes de recordes
O coordenador destacou que não é necessário atingir um novo recorde de baixa para que a situação se torne preocupante.
De acordo com Falcão, quando o rio fica abaixo de 1,5 metro, já podem surgir dificuldades relacionadas ao abastecimento, à navegação e ao acesso às comunidades ribeirinhas.
“Podemos chegar novamente à marca histórica? Podemos. Mas nem precisa chegar ao recorde para a situação ficar muito ruim. Abaixo de um metro e meio já é considerado crítico”, explicou.
Governo criou gabinete para enfrentar a estiagem
Diante da possibilidade de uma seca severa em 2026, o Governo do Acre instituiu o Gabinete de Crise Hídrica, responsável por coordenar ações de prevenção e resposta aos impactos da estiagem.
Entre as atribuições do grupo estão:
- monitorar os níveis dos rios;
- articular ações entre órgãos estaduais;
- coordenar medidas emergenciais;
- elaborar estratégias para reduzir os impactos da escassez de água sobre a população.
A atuação integrada busca minimizar os efeitos provocados pelos eventos climáticos extremos durante o período seco.
Por Allyson Barros

