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PF deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero para investigar ataques ao Banco Central

Mandados de busca foram cumpridos em Brasília por determinação do Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (9), a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga a suposta atuação coordenada de um grupo responsável por promover ações nas redes sociais com o objetivo de comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.

A operação teve como principal alvo o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência Mithi. Segundo as investigações, ele também participou da intermediação do investimento de R$ 62 milhões realizado pelo empresário Daniel Vorcaro na produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mandados foram cumpridos em Brasília

 

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da Polícia Federal cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Brasília (DF), durante a manhã e a tarde desta quinta-feira.

A corporação informou que as diligências fazem parte do aprofundamento das investigações sobre a atuação do grupo.

Investigação apura organização criminosa

 

De acordo com a Polícia Federal, as investigações também buscam esclarecer a existência de uma possível organização criminosa suspeita de atuar em diferentes frentes.

Entre as condutas investigadas estão:

Segundo a PF, essas práticas podem ter sido utilizadas de forma coordenada para beneficiar os interesses do grupo investigado.

Crimes investigados

 

A Polícia Federal informou que os fatos apurados poderão configurar diversos crimes previstos na legislação brasileira.

Entre eles estão:

Investigações continuam

 

Em nota, a Polícia Federal informou que a Operação Compliance Zero permanece em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas para identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada investigado.

Até o momento, a corporação não divulgou detalhes sobre eventual apreensão de materiais ou adoção de outras medidas cautelares decorrentes da operação

Por Samoel Andrade

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