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PF encontra dinheiro escondido em livro na casa de advogado ligado a investigação sobre Sóstenes

PF encontra dinheiro escondido em livro durante operação ligada ao caso investigado envolvendo Sóstenes Cavalcante.

Foto: PF e Leonardo Prado/Câmara dos Deputados.

PF encontra dinheiro escondido em livro na casa de advogado, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal durante uma nova etapa da Operação Rent a Car. A ação teve como alvo o advogado Thiago Ferreira de Paula, apontado nas investigações como comprador de um imóvel citado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) para justificar a origem de R$ 430 mil apreendidos em espécie no fim do ano passado.

A terceira fase da operação, denominada Galho Fraco II, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpriu medidas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. De acordo com a Polícia Federal, o objetivo é coletar e preservar provas relacionadas a suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

As imagens divulgadas pela corporação mostram maços de dinheiro guardados em caixas disfarçadas com capas de livros jurídicos. Em uma das fotografias, uma capa com a inscrição “Direito” aparece aberta sobre uma caixa contendo cédulas. Outra imagem exibe diferentes maços de notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200 armazenados em compartimentos semelhantes.

Segundo a investigação, a nova fase busca esclarecer a atuação de pessoas ligadas ao parlamentar que teriam participado da movimentação de recursos e da construção de uma versão apresentada às autoridades para explicar a origem do dinheiro apreendido em dezembro.

Na ocasião, agentes da PF encontraram R$ 430 mil em espécie em um endereço relacionado a Sóstenes Cavalcante, em Brasília. Após a operação, o deputado afirmou que os valores eram provenientes da venda de uma casa localizada em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.

O imóvel passou a ser alvo de apuração após a identificação de que a escritura da venda foi registrada em cartório no dia 30 de dezembro, onze dias após a realização da busca e apreensão. Conforme informações divulgadas anteriormente, a negociação teria sido feita por R$ 500 mil em dinheiro vivo, tendo como comprador o advogado Thiago Ferreira de Paula.

A investigação procura esclarecer se houve tentativa de ocultar informações ou alterar elementos que possam ser relevantes para o andamento do caso. Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que existem indícios de possíveis ações destinadas a dificultar ou comprometer a apuração dos fatos.

Além das imagens do dinheiro, a corporação também divulgou fotografia de um relógio da marca Patek Philippe acondicionado em uma caixa. O comunicado, porém, não informa se o item foi apreendido nem se possui relação direta com algum dos investigados.

A Operação Rent a Car teve início a partir de suspeitas envolvendo contratos de locação de veículos custeados pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), verba pública utilizada por deputados para despesas relacionadas ao mandato. Segundo a PF, as fases anteriores identificaram possíveis irregularidades em contratações feitas com recursos da Câmara dos Deputados.

Nesta nova etapa, os investigadores aprofundam a análise sobre a movimentação e o destino dos recursos sob investigação. De acordo com a Polícia Federal, há indícios da participação de agentes públicos, particulares e empresas em operações que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à circulação de valores.

Até o momento, a corporação não informou conclusão das investigações, oferecimento de denúncia ou responsabilização criminal dos citados. O caso segue em apuração.

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