Polícia Civil indicia homem flagrado chutando filha de 3 anos no Paraná
Em depoimento à polícia, o investigado admitiu a agressão e afirmou que agiu motivado pelo choro e pelos gritos da criança
Pai foi gravado agredindo criança de três anos e gerou revolta (Crédito: Reprodução G1)
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou, na segunda-feira (13/7), o homem flagrado agredindo a própria filha, de 3 anos, com um chute enquanto caminhava por uma rua de Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. O suspeito, que não teve a identidade divulgada pelas autoridades, está preso preventivamente desde a última quinta-feira (9/7).
Ele foi indiciado pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura contra os próprios filhos, de 3 e 5 anos. O caso ganhou repercussão após câmeras de segurança registrarem a agressão contra a menina.
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Pai chuta criança no meio da ruaReprodução / G1 Pai foi gravado agredindo criança de três anos e gerou revoltaCrédito: Reprodução G1
As investigações começaram após o episódio ocorrido em 5 de julho, quando o homem, que estava responsável pelas crianças, foi filmado desferindo um chute no rosto da filha em via pública.
Em depoimento à polícia, o investigado admitiu a agressão. Ele afirmou que agiu motivado pelo choro e pelos gritos da criança, mas disse não se lembrar completamente do que aconteceu. Em razão desse episódio, foi indiciado por lesão corporal em contexto de violência doméstica, conforme previsto no artigo 129, § 9º, do Código Penal, além de ter a prisão preventiva decretada.
Durante o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou outros dois episódios de violência envolvendo as mesmas vítimas.
Segundo a apuração, em 2 de julho, o menino, de 5 anos, teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira. Fotografias das lesões foram anexadas ao inquérito e encaminhadas para a elaboração de um laudo pericial indireto. Por esse caso, o homem também foi indiciado por lesão corporal em contexto de violência doméstica.
Além das agressões físicas, a polícia constatou que as crianças eram submetidas a castigos considerados cruéis.
“O terceiro fato que nós investigamos está relacionado ao excesso de castigo. Informações colhidas indicam que o suspeito determinava que as duas crianças ajoelhassem sobre tampinhas de garrafa, milho e feijão como forma de castigá-las”, explica o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, o intenso sofrimento físico e psicológico provocado por essas punições motivou o indiciamento do suspeito pelo crime de tortura, previsto no artigo 1º, inciso II, da Lei nº 9.455/1997.
A conclusão do inquérito foi fundamentada em avaliações psicológicas realizadas pela rede de proteção às vítimas, depoimentos de familiares e testemunhas, além das imagens das câmeras de segurança que registraram a agressão do dia 5 de julho.
A Justiça também deferiu medidas protetivas em favor da mãe das crianças, dos dois menores, de familiares e de testemunhas, com o objetivo de resguardar a integridade física de todos os envolvidos.
O investigado permanece preso preventivamente. Conforme informou a Polícia Civil, ele não possui antecedentes criminais no estado do Paraná.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Karol Gomes.

