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PP e União Brasil não devem apoiar Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026

PP e União Brasil não devem apoiar Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026

PP e União Brasil não devem apoiar Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026

A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), não deve apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026.

Sem uma aliança nacional, a tendência é que os diretórios estaduais das duas legendas tenham liberdade para definir seus próprios apoios durante a campanha presidencial.

Atritos influenciaram decisão

Segundo dirigentes da federação, a decisão foi influenciada pelo desgaste na relação entre Flávio Bolsonaro e lideranças dos partidos nos últimos meses.

No PP, a insatisfação aumentou após o senador Ciro Nogueira, presidente nacional da legenda, tornar-se alvo de uma investigação da Polícia Federal. Integrantes do partido afirmam que esperavam uma manifestação pública de apoio de Flávio, o que não aconteceu.

Já no União Brasil, o desconforto surgiu após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, aliado político de Flávio Bolsonaro. Dirigentes também esperavam uma manifestação do senador em defesa do correligionário.

Pressão dos estados

Outro fator considerado decisivo foi a pressão exercida por diretórios estaduais, especialmente do Nordeste.

Lideranças regionais avaliam que um apoio oficial da federação à candidatura de Flávio Bolsonaro poderia prejudicar candidaturas locais em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte aprovação eleitoral.

Apoios locais continuam liberados

Apesar da neutralidade nacional, o PP deve permitir que seus diretórios estaduais façam alianças regionais conforme seus interesses.

Em São Paulo, por exemplo, integrantes da legenda defendem aproximação com Flávio Bolsonaro para fortalecer a candidatura do secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) ao Senado.

Senado também entra na estratégia

A disputa pelo Senado faz parte da estratégia eleitoral da federação.

Em 2026, estarão em jogo 54 das 81 cadeiras da Casa. Em São Paulo, pesquisa Datafolha divulgada nesta semana aponta Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (PSB) na liderança, enquanto Guilherme Derrite aparece entre os principais concorrentes às duas vagas.


Por Allyson Barros

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