Belo Horizonte – O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), publicou um decreto, nesta terça-feira (14/7), que proíbe a publicidade de casas de apostas, as “bets”, em espaços públicos da capital.
A norma veta anúncios em mobiliários urbanos, como pontos de ônibus, em imóveis municipais, em áreas concedidas pela prefeitura e em eventos promovidos pelo poder público. Também restringe esse tipo de propaganda em um raio de 100 metros de escolas, museus e equipamentos públicos voltados ao atendimento de crianças, adolescentes e jovens.
A medida foi publicada poucos dias depois de a Defensoria Pública de Minas Gerais recomendar que a PBH retirasse a publicidade de casas de apostas de ônibus, pontos de ônibus e estações de transporte da capital. A recomendação foi enviada em 2 de julho.
O decreto ainda estabelece um prazo de 15 dias úteis para que os órgãos municipais revisem contratos e interrompam a veiculação das propagandas que passam a ser proibidas.
Além da retirada das propagandas, a Defensoria também pediu que a prefeitura promova uma campanha de conscientização sobre os riscos do vício em jogos e apostas.
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do Metrópoles
Na semana passada, o o Consórcio Transfácil informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a recomendação da Defensoria Pública para a retirada dos anúncios de casas de apostas. Segundo a empresa, todas as campanhas exibidas nos ônibus são submetidas ao órgão gestor competente e seguem a legislação vigente, que atualmente não prevê restrições à publicidade desse setor.
A reportagem do Metrópoles também questionou quantos veículos exibem as campanhas e qual foi o valor pago pelas empresas de apostas pela publicidade. Contudo, essas informações não foram repassadas pelo consórcio.
“Propaganda para quem conta moedas”
Na redes sociais, muitos usuários criticaram a presença de anúncios de casas de apostas nos ônibus. “Anúncio de ‘bets’ em transporte público é de perder a fé na humanidade”, escreveu um internauta. “Sabem exatamente o que estão fazendo e qual público querem atingir”, afirmou outro.
“É bizarro que isso seja aceitável. Mostra bem qual é o público-alvo desse tipo de propaganda”, comentou um terceiro.
Houve ainda quem tenha retirado o QR Code dos anúncios para dificultar o acesso dos usuários às plataformas de apostas. “É lamentável ver propaganda de cassino on-line em um ônibus usado por quem muitas vezes conta as moedas para pagar a passagem”, publicou um usuário.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Larissa Ricci.

