O influenciador Hytalo Santos, condenado em 1ª instância a 11 anos e 4 meses de prisão por exploração sexual de crianças e adolescentes, escreveu uma carta aberta à familiares, amigos e fãs. O conteúdo da mensagem foi divulgado por Denize Santos, mãe dele, nesta sexta-feira (4/7). Ele está na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa (PB), desde agosto de 2025.
No texto, o criador de conteúdo desabafa sobre o período atrás das grades e revela a esperança de deixar a prisão: “Quase um ano longe de vocês, mas com muita saudade. Obrigado por todos que seguem juntos e acreditando que tudo isso vai passar. De onde eu vim eu aprendi a ser forte, corajoso, bem-humorado e aqui não seria diferente”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Hytalo Santos compartilhou a carta por meio de amigos e familiares.Reprodução/@hyagosantos Hytalo SantosReprodução redes sociais Hytalo Santos e Israel Nata Vicente durante depoimento de Felca na audiência de custódiaReprodução: Portal LeoDias Hytalo SantosReprodução: Globo Hytalo Santos presta depoimento após prisãoFoto/Instagram/Globo
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“Sou resiliente na dor, próspero no pouco e crio piadas com minhas aflições… Foi a fórmula que encontrei pra sentir menos o percurso até aqui”, escreveu Hytalo, que reforçou a confiança na libertação: “Baterias e família HS, sigo firme e com muita fé que tá acabando. Amo vocês. Até já já, se Deus quiser”.
Em fevereiro, Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, foram condenados por produção de conteúdo pornográfico de adolescentes, conforme previsto no art. 240 d0 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso é investigado por autoridades paraibanas desde 2024, mas ganhou repercussão nacional no ano passado com a divulgação das denúncias em vídeo do Youtuber Felca.
Em 15 de agosto, os dois foram presos em uma casa alugada em Carapicuíba (SP). Na decisão que decretou a prisão preventiva, o juiz apontou “fortes indícios” de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular. Também mencionou risco de destruição de provas e possível intimidação de testemunhas. Em 28 de agosto, eles foram transferidos para a Paraíba.

