A longa e amarga batalha do príncipe Harry contra os tabloides britânicos acaba de enfrentar uma reviravolta nesta terça-feira (7/7). O duque de Sussex, ao lado de um grupo de celebridades de peso, perdeu a ação judicial de privacidade que movia contra a Associated Newspapers, editora responsável pelos jornais Daily Mail e Mail on Sunday.
O tribunal do Reino Unido concluiu que os autores não apresentaram provas suficientes para sustentar as graves acusações de coleta ilegal de informações. O imbróglio jurídico, iniciado em 2022, reunia figuras conhecidas do grande público, como o cantor Elton John, o cineasta David Furnish e as atrizes Elizabeth Hurley e Sadie Frost.
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O grupo acusava os jornalistas da editora de adotarem táticas criminosas para obter exclusivas, incluindo o hackeamento de celulares, grampos em telefones fixos e a instalação de escutas escondidas em residências e veículos. A Associated Newspapers, por outro lado, sempre negou as alegações de forma certeira.
Ao proferir a sentença, o juiz Nicklin não poupou críticas à maneira como a denúncia foi estruturada. Segundo o magistrado, as acusações eram de extrema gravidade, mas careciam de base concreta e acabaram se desviando para críticas generalizadas à postura da empresa, em vez de focar em evidências diretas de mentiras.
Custos milionários e agenda no Reino Unido
Segundo a Variety, o julgamento se estendeu por 11 semanas no início deste ano, e os custos do processo são estimados na impressionante marca de US$ 40 milhões. Uma nova audiência ainda será marcada para definir como essa conta será paga, e a editora já adiantou em comunicado que buscará o ressarcimento dos valores gastos para se defender.
A dura derrota nos tribunais coincide com a passagem de Harry pelo Reino Unido nesta semana. O príncipe cumpre agenda oficial para marcar a contagem regressiva dos Jogos Invictus de 2027, torneio esportivo voltado para veteranos feridos, que ocorrerá na cidade de Birmingham.

