A tentativa de sequestro de um bebê por técnica de enfermagem dentro de uma maternidade em Teresina (PI) foi impedida por uma tia da criança. A mulher tentou levar uma criança dentro de uma bolsa, mas foi impedida pela parente da recém-mascida, que desconfiou da funcionária e conseguir interromper a ação criminosa.
O caso aconteceu na Maternidade Dona Evangelina Rosa, na segunda-feira (6/7), onde a mulher trabalhava há cerca de dois anos. Apesar disso, no dia da ação, ela estava de folga. A polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva contra ela na manhã de quarta-feira (8/7). As informações são do Fantástico, da TV Globo.
Segundo imagens registradas por câmeras de segurança, às 13h40 a técnica Auricélia Rocha aparece com a bebê em um corredor do hospital. De acordo com a família, ela disse à mãe da recém-nascida, de apenas 14 anos, que precisava levar a criança para fazer exames, entre eles o teste do pezinho.
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Bebê estava em bolsa
Depois que a técnica pegou a criança, a tia da bebê, desconfiada da situação, decidiu esperar do lado de fora. Poucos minutos depois, a técnica deixou a sala sem a criança, carregando uma bolsa preta grande, e entrou em um banheiro. Daniela estranhou e resolveu segui-la.
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do Metrópoles
“Ela vai pro banheiro, eu já fico olhando aquela situação. Eu sinto que aquele negócio não tá certo”, disse a mulher à TV. Ainda segundo a tia, a técnica saiu do banheiro usando outra roupa.
Às 13h45, Daniela interceptou a funcionária, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela. “Quando eu puxo, a neném tá lá. Eu questiono: ‘Mulher, pelo amor de Deus, o que tu tá fazendo com essa menina nessa bolsa?’. Eu já tiro a neném e saio pedindo socorro”, relatou.
O diretor administrativo e financeiro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, José Alberto Alencar, lamentou o ocorrido, mas afirmou que não houve falha na segurança da unidade. De acordo com ele, a maternidade conta com leitores faciais, portas com controle por senhas e códigos, além de profissionais treinados para esse tipo de situação.
Caso é investigado
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, o caso é tratado como tentativa de sequestro. Como a comunicação do crime demorou, não houve prisão em flagrante. Mas, a Justiça decretou a prisão preventiva de Auricélia.
De acordo com a investigação, ela foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica logo após a repercussão do caso. No dia seguinte, uma equipe policial aguardou a alta médica para cumprir o mandado de prisão.
Na casa da técnica de enfermagem, a polícia encontrou um quarto montado para receber um bebê. Segundo o delegado Hugo Alcântara, havia fraldas, roupas, banheira e berço. Os investigadores também afirmam que parentes acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação.
Em depoimento, a técnica de enfermagem preferiu permanecer em silêncio.
Em nota, a defesa informou que Auricélia foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.
O delegado responsável pelo caso afirmou que, apesar das alegações da defesa, a investigação não trabalha com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos. Para a polícia, Auricélia agiu sozinha.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Laura Braga.

