A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (8/7), quando o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou considerar encerrado o acordo de paz firmado entre os dois países no mês passado. A declaração foi feita durante sua participação na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada na Turquia nesta semana.
Como informado pela agência de notícias Reuters que acompanha o evento, segundo Trump, não há mais interesse de sua parte em manter negociações com Teerã. O presidente americano afirmou que as conversas perderam o sentido após a sequência de confrontos registrados nos últimos dias e indicou que, embora os negociadores possam seguir trabalhando, acredita que um entendimento definitivo não deve acontecer.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Donald TrumpReprodução: YouTube/@WhiteHouse Estreito de Ormuz, funcionando como uma área geográfica estratégica e central no conflito entre o Irã e a coalizão EUA/IsraelReprodução: Google Maps Declaração do presidente do Irã, Masoud PezeshkianReprodução: X/@drpezeshkian Trump aplica tarifa e ameaça o Pix; entenda o novo conflito com o BrasilReprodução: YouTube/@WhiteHouse Donald Trump em sua rede social criticando acordo feito por Obama com o Irã na época em que era presidente dos EUAReprodução: Truth Social/@realDonaldTrump
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Irã reage a ameaças de Trump e mantém impasse sobre acordo com os EUA: “Presidente derrotado”
A declaração ocorre após uma nova troca de ataques entre as duas nações. Os Estados Unidos realizaram bombardeios contra dezenas de alvos iranianos depois de acusarem o governo do Irã de promover ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra instalações militares americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait, países que abrigam importantes bases das Forças Armadas dos Estados Unidos. As ações elevaram novamente a preocupação internacional com uma possível ampliação do conflito na região.
Mesmo com um memorando de paz assinado de forma preliminar, os confrontos entre Washington e Teerã voltaram a se intensificar nas últimas semanas. O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão, já que qualquer instabilidade no local pode afetar diretamente o abastecimento internacional de petróleo.
A reação dos mercados foi imediata. O preço do petróleo disparou mais de 5% diante do temor de interrupções na oferta da commodity. No Brasil, a instabilidade internacional aumentou a cautela dos investidores: o Ibovespa operou pressionado pela aversão ao risco, enquanto o dólar apresentou volatilidade ao longo das primeiras horas do dia.
Além da repercussão econômica, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reagiu às declarações e às ações dos Estados Unidos. Em publicação no X, criticou a política externa americana, acusando Washington de desrespeitar regras internacionais e intimidar adversários. O líder iraniano afirmou que seu país continuará defendendo seus direitos e reiterou que não aceitará pressões externas diante do agravamento da crise.

