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Trump pensar em dar "sinal verde" para Síria agir contra o Hezbollah

Trump pensar em dar "sinal verde" para Síria agir contra o Hezbollah
Divulgação/Syrian Arab News Agency

Donald Trump afirmou que a crise no Líbano, provocada por confrontos entre Israel e Hezbollah, pode ser resolvida pelo novo presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, a quem pensa dar “sinal verde” para substituir os israelenses no combate ao grupo. A declaração do líder dos Estados Unidos aconteceu nesta quarta-feira (15/7) para a Fox News.

Na entrevista Trump foi questionado pelo jornalista Trey Yingst se apoiava uma retirada de tropas israelenses do sul do Líbano. O presidente norte-americano se mostrou favorável a ideia, e disse que isso seria “bom” para Israel.

Quem é Ahmed al-Sharaa

Ao invés das Forças de Defesa de Israel (FDI), o mandatário dos EUA defendeu que o novo governo da Síria, liderado por Ahmed al-Sharaa, passe a atuar na região contra o Hezbollah. Segundo Trump, forças sírias poderiam ser mais “precisas” do que militares israelenses, alvos constantes de ataques contra salvos civis no Líbano.

“Ele [al-Sharaa] entraria e lidaria com o Hezbollah, e faria isso de uma maneira diferente, sem derrubar prédios”, disse Trump. “Eu estou pensando sobre isso [em dar sinal verde para a Síria agir]”.

No último mês, o presidente dos EUA já havia levantado a possibilidade de forças sírias se envolveram no Líbano. Durante a cúpula do G7 na França, Trump criticou a atuação do governo de Benjamin Netanyahu contra o Hezbollah após as FDI atacarem Beirute, e sugeriu a Síria como uma possível solução para o problema. 

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do Metrópoles

“Se Israel não consegue fazer o trabalho [lidar com o Hezbollah] sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”, disse.

Dias depois, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, telefonou para o chanceler da Síria, Assad Hassan al-Shaibani. Na conversa, os dois discutiram a cooperação entre Beirute e Damasco, assim como as “agressões israelenses” contra o sul do Líbano, segundo a chancelaria síria. 

A possível mudança no Líbano aconteceu em meio ao impasse nas negociações sobre um possível acordo de paz na guerra entre Israel e Hezbollah. 

Na terça-feira (14/7) as negociações entre autoridades israelenses e libanesas foram retomadas em Roma, capital da Itália. O objetivo é implementar um acordo assinado em 26 de junho entre os dois países, que prevê, entre outros pontos, o desarmamento do Hezbollah e a retirada de tropas das FDI do Líbano.

O grupo libanês, que mantém forte atuação na sociedade e política do Líbano, não participa das discussões. O Hezbollah também rejeita o acordo firmado entre Beirute e Tel Aviv, e diz que não vai se desarmar.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Junio Silva.

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