A violência contra mulheres no Acre em 2026 continua concentrada no ambiente doméstico. Dados do Ministério das Mulheres, com base nos atendimentos da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, mostram que 323 denúncias foram registradas no estado entre janeiro e maio deste ano. Desses casos, 283 ocorreram dentro de casa, o equivalente a 87,6% do total.
Segundo o levantamento, 176 denúncias aconteceram na residência da própria vítima, enquanto 107 foram registradas em imóveis compartilhados com o suspeito.
Os demais registros ocorreram em diferentes locais, embora em número significativamente menor. Foram contabilizadas oito denúncias na residência do suspeito, sete em ambiente virtual, sete sem local informado, seis em outros locais, três em via pública, três em ambientes de lazer, esporte ou entretenimento, duas em casas de familiares, além de um caso registrado no local de trabalho da vítima, um em estabelecimento comercial, um na casa de terceiros e um em transporte público.
A maioria das denúncias foi feita pelas próprias vítimas
O levantamento também revela que, em 220 casos, a denúncia foi registrada pela própria vítima. Outras 103 denúncias partiram de terceiros, como familiares, vizinhos ou testemunhas.
No período analisado, a Central 180 registrou 702 atendimentos relacionados ao Acre. Desse total, foram contabilizados 375 pedidos de informação, 324 denúncias e três manifestações.
Violência psicológica lidera os registros
Entre os principais tipos de violência relatados nos atendimentos, a violência psicológica aparece com maior frequência, somando 34 registros.
Na sequência, estão os casos relacionados à violência no contexto doméstico, familiar ou afetivo (20), violência física (14), violência moral (11), violência patrimonial (8) e violência sexual (1).
Além das denúncias, a Central também registrou 134 atendimentos sobre o funcionamento do Ligue 180 e 116 relacionados a políticas públicas e campanhas voltadas às mulheres, além de outras orientações sobre direitos e serviços de proteção.
Os números reforçam a importância da denúncia e do acesso aos canais oficiais de acolhimento e proteção para mulheres em situação de violência.
Por Samoel Andrade

