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Abordagem da PM: secretário liga para Haddad e promete investigar caso

Abordagem da PM: secretário liga para Haddad e promete investigar caso
Rebeca Ligabue/Metrópoles

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou que a Polícia Militar (PM) identifique as equipes que passaram pela região em que o carro de campanha do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi seguido por uma viatura da PM, na noite dessa terça-feira (11/8), em São Paulo. Na manhã desta quarta-feira (12/8), durante uma entrevista a jornalistas , o ex-ministro da Fazenda contou que o motorista do carro foi abordado por PMs com fuzis após deixar o político em casa, na zona sul da capital.

Segundo a pasta, o próprio secretário Osvaldo Nico Gonçalves entrou em contato com Haddad “em busca de informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada, a fim de contribuir na investigação”. Qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado, afirmou a secretaria.

A entrevista de Haddad ocorreu após sabatina na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo (OAB-SP). O político contou que voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) com seu motorista e, ao chegar em sua residência, uma viatura da Polícia Militar “jogou luz no carro”. Na sequência, o candidato desceu do veículo, entrou em casa, e o funcionário seguiu viagem.

Mais à frente, contudo, o motorista continuou sendo seguido pelos policiais e estacionou o carro em frente a um hotel. Ele entrou no estabelecimento e, ao perceber que a viatura permaneceu no local, foi questionar os agentes sobre o motivo da perseguição.

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do Metrópoles SP

Os policiais carregavam fuzis dentro da viatura e teriam dito para o motorista “vazar” após o questionamento. De acordo com Hélio Silveira, advogado de Haddad, o motorista relatou que a “abordagem toda teria durado cerca de 40 minutos”.

“O meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de uma forma um pouco ostensiva e intimidadora. Quero crer que possa ter havido alguma confusão. Mas o meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu”, relatou o ex-ministro.

O automóvel usado pelo motorista no momento da ocorrência era o usado na campanha do petista. Silveira e Haddad reforçaram que vão procurar o governo de São Paulo e outras autoridades competentes para entender qual foi a motivação da abordagem.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Guilherme Bianchi.

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