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Saúde no Acre: estudo revela déficit de leitos de UTI e sobrecarga profissional

Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em ambiente hospitalar com equipamentos de monitoramento.

Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em ambiente hospitalar com equipamentos de monitoramento.

O estado do Acre registrou um total de 67 leitos de UTI adulto e coronariana em dezembro de 2025, índice que representa uma média de 0,76 leito para cada 10 mil habitantes. Os dados fazem parte do Dossiê Estadual da Medicina Intensiva no Brasil, levantamento divulgado nesta terça-feira (14) pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Do total de leitos mapeados no estado, 55 pertencem à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e 12 estão na rede privada (não SUS). O número coloca a média acreana significativamente abaixo da média nacional, que atingiu 2,23 leitos por 10 mil habitantes — contabilizando 47.644 leitos no país (23.218 SUS e 24.426 não SUS).

Considerando a população estimada do Acre em 884.372 habitantes e a parcela dependente exclusivamente do atendimento público, o índice cai para 0,64 leito SUS por 10 mil pessoas. Já na saúde suplementar (planos privados), a proporção salta para 5,85 leitos por 10 mil beneficiários.

Formação médica e desgaste emocional

O estudo também analisou a distribuição de especialistas e a infraestrutura de formação profissional. O Acre apresentou 17 registros de médicos especialistas em Medicina Intensiva, equivalente a 1,92 registro por 100 mil habitantes. No campo da formação acadêmica, o estado mantinha em 2026 um único programa ativo de residência médica na área, com três residentes matriculados (um em cada ano de formação), gerando uma taxa de 0,34 residente por 100 mil habitantes.

Paralelamente ao cenário de escassez de infraestrutura, o Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras revelou uma alarmante crise de saúde mental entre os profissionais do setor. Dos 2.338 intensivistas ouvidos em todo o Brasil:

Os dados reforçam a urgência em promover investimentos estruturais na rede pública de saúde do Norte e na implementação de políticas de apoio ao bem-estar dos profissionais de intensivismo.

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