Ícone do site YacoNews

Sem a Prefeitura, grupo de Mazinho sente mudança de cenário em largada da campanha em Sena

Gilberto Lira e apoiadores durante adesivaço que marcou o início da campanha em Sena Madureira

Gilberto Lira e apoiadores durante adesivaço que marcou o início da campanha em Sena Madureira

A largada oficial da campanha do candidatos a deputado federal Mazinho Serafim (União Brasil) e a deputado estadual Gilberto Lira em Sena Madureira, neste domingo (16), terminou deixando mais perguntas do que respostas nos bastidores da política local.

O adesivaço promovido pela Federação União Progressista, em frente ao Estádio Marreirão, deveria funcionar como uma demonstração de força do grupo justamente no município considerado o principal reduto eleitoral de Mazinho, que já comandou a Prefeitura de Sena Madureira.

Mas, segundo fontes ouvidas nos bastidores, a mobilização teria ficado abaixo da expectativa, inclusive na avaliação de pessoas próximas ao próprio grupo.

Alguns interlocutores chegaram a classificar reservadamente o evento como um “fiasco”, principalmente quando comparado às grandes mobilizações que o grupo conseguiu realizar em eleições anteriores. A avaliação, entretanto, é política e subjetiva, e não há até o momento um levantamento oficial do número de participantes que permita medir objetivamente a adesão.

Ausência de Mazinho chamou atenção

Outro ponto que virou assunto foi a ausência do próprio Mazinho Serafim no lançamento de sua campanha em Sena Madureira.

Segundo informações, o candidato passou por uma cirurgia de emergência e teria recebido recomendação médica para permanecer em repouso. Por isso, foi representado pela esposa, a deputada federal Meire Serafim, que participou da mobilização ao lado do deputado estadual Gilberto Lira, candidato à reeleição.

A justificativa médica explica a ausência, mas politicamente o fato não deixou de chamar atenção: tratava-se do início da campanha justamente na cidade onde Mazinho foi prefeito e construiu sua principal base eleitoral.

Sem a Prefeitura, cenário é outro

Nos bastidores, uma leitura começa a ganhar espaço: esta será uma eleição diferente para o grupo de Mazinho Serafim e Gilberto Lira.

Pela primeira vez depois de anos exercendo forte influência sobre a administração municipal, o grupo entra em uma disputa eleitoral sem controlar a Prefeitura de Sena Madureira.

E isso faz diferença.

Uma prefeitura representa muito mais do que uma estrutura administrativa. Politicamente, ela costuma concentrar lideranças, vereadores, secretários, aliados comunitários e grupos que gravitam em torno do governo de ocasião. Sem esse poder de articulação, a capacidade de mobilização pode mudar significativamente.

Para interlocutores da política local, o adesivaço deste domingo teria sido justamente o primeiro teste público dessa nova realidade.

Aliados históricos estariam se afastando

Fontes ouvidas pelo YacoNews também relatam que Mazinho e Gilberto Lira teriam perdido, nos últimos meses, aliados considerados históricos e lideranças com capacidade de mobilização eleitoral em Sena Madureira.

Esse possível enfraquecimento ajuda a explicar por que a movimentação deste domingo está sendo tão comentada.

Até mesmo entre aliados, segundo relatos de bastidores, houve quem considerasse pequena a presença de simpatizantes diante da importância política dos candidatos envolvidos: uma deputada federal, um ex-prefeito candidato à Câmara Federal e um deputado estadual buscando a reeleição.

Naturalmente, uma única mobilização não permite antecipar o resultado das urnas.

O jogo apenas começou

Quem conhece eleição sabe que campanha não se ganha — nem se perde — no primeiro adesivaço.

Mazinho Serafim possui histórico eleitoral em Sena Madureira, mantém apoiadores e ainda terá pela frente semanas para colocar sua campanha nas ruas. Gilberto Lira também terá tempo para ampliar sua mobilização e reorganizar alianças.

Por isso, políticos mais experientes ouvidos nos bastidores fazem uma ponderação importante: o jogo está apenas começando.

O evento deste domingo pode ter servido como um primeiro termômetro de uma nova configuração política na cidade. Se foi apenas uma largada tímida ou sinal de perda real de força eleitoral, somente o decorrer da campanha poderá mostrar.

Uma coisa, porém, parece evidente: sem a Prefeitura nas mãos, o grupo de Mazinho terá que mostrar nas ruas qual é, de fato, o tamanho de sua força política hoje em Sena Madureira.

E essa resposta não virá dos bastidores.

Virá das ruas — e, no final, das urnas.

Sair da versão mobile