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Aeroporto JK: 15 dias após vazamento de gás, mulher continua internada

Aeroporto JK: 15 dias após vazamento de gás, mulher continua internada
Reprodução/Redes sociais

Quinze dias após o vazamento de gás no Aeroporto Internacional de Brasília, a funcionária Flávia Linhares permanece internada e em tratamento respiratório. O incidente ocorreu no dia 9 de julho, por volta das 16h, em áreas administrativas do terminal, afetando diversos trabalhadores do local. Entre as vítimas, Flávia apresentou o quadro mais grave, chegando a necessitar de leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo relato da trabalhadora, durante o vazamento, uma colega gestante já havia começado a passar mal e ela a auxiliava. Até pouco tempo depois, Flávia apresentou tosse intensa, falta de ar e constrição na garganta. Outros funcionários também precisaram de atendimento no posto médico do aeroporto.

A funcionária alega ter enfrentado falhas na prestação de socorro imediato no local do trabalho. No posto médico do aeroporto, recebeu medicações intravenosas e broncodilatadores, mas seu quadro respiratório deteriorou rapidamente. De acordo com Flávia, não houve encaminhamento direto do aeroporto para um hospital de referência.

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Ela permaneceu no local por cerca de uma hora aguardando a chegada do marido para transportá-la a uma unidade de saúde. Ao dar entrada na emergência do Hospital Unimed L2, a paciente deu entrada em estado crítico e foi diagnosticada com reação anafilática (anafilaxia), necessitando da aplicação imediata de adrenalina para desobstrução das vias aéreas.

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Histórico da paciente

Apesar do atendimento inicial de emergência, o quadro clínico evoluiu com complicações nos dias subsequentes:

Um dos principais entraves no tratamento de Flávia foi a ausência de dados sobre a substância química envolvida no incidente. A paciente relata que a administradora do aeroporto, Inframerica, não forneceu imediatamente as informações sobre a natureza do gás, dificultando a definição das condutas médicas nos primeiros dias de internação.

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Quinze dias após o vazamento de gás no Aeroporto Internacional de Brasília, a funcionária Flávia Linhares permanece internada e em tratamento respiratório

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Entre as vítimas, Flávia apresentou o quadro mais grave, chegando a necessitar de leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

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A paciente deu entrada em estado crítico e foi diagnosticada com reação anafilática (anafilaxia), necessitando da aplicação imediata de adrenalina para desobstrução das vias aéreas

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Apesar de ter saído da UTI na última terça-feira (21/07), Flávia Linhares continua internada em observação e passando por sessões diárias de fisioterapia respiratória

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Informações sobre o vazamento

A cobrança formal pela Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) ocorreu em 17 de julho, por iniciativa do esposo da trabalhadora via e-mail. Somente no dia 21 de julho, data em que a paciente recebeu alta da UTI e foi transferida para o quarto, a Inframerica enviou a FISPQ. As informações preliminares indicam que a substância envolvida no vazamento seria gás acetileno.

Apesar de ter saído da UTI na última terça-feira (21/07), Flávia Linhares continua internada em observação e passando por sessões diárias de fisioterapia respiratória. Segundo o relato, a paciente ainda apresenta chiado no pulmão e limitação física significativa, sentindo cansaço extremo ao realizar atividades simples, como conversar ou tomar banho.

A equipe médica avalia a evolução clínica para determinar a possibilidade de alta hospitalar nos próximos dias. 

O Metrópoles buscou o Aeroporto de Brasília para questionamentos, mas não houve resposta até o momento desta publicação. O espaço segue aberto para manifestações.

O gás acetileno

O acetileno é um dos gases combustíveis mais utilizados no ambiente industrial e de trabalho, conhecido por seu alto poder de calor e eficiência em processos de solda e corte. No entanto, destaca-se também por seu elevado grau de inflamabilidade e instabilidade química, fatores que exigem atenção redobrada durante o manuseio.

Por ser um composto instável, o gás pode sofrer decomposição violenta sob certas condições de pressão e temperatura, gerando graves riscos ao meio ambiente, ao patrimônio e, sobretudo, à integridade física dos trabalhadores. Entre os principais perigos associados ao seu uso estão incêndios, explosões e asfixia.

Classificado pelas normas de transporte e segurança como um gás inflamável de Classe 2 – Divisão 2.1, o que significa que entra em combustão facilmente em contato com o ar a 20 °C e sob pressão atmosférica normal, o acetileno exige rígidos protocolos de armazenamento e transporte para prevenir acidentes severos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ana Clara de Lima.

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