O assassinato de um profissional que atuava na assistência à população indígena mobilizou autoridades federais em Roraima. O agente de saúde indígena Yanomami morto em Roraima, Geovane Yanomami, foi vítima de disparos na última sexta-feira (17), na região de Xitei, dentro da Terra Indígena Yanomami.
A morte levou ao reforço das medidas de segurança na área e ao deslocamento de equipes federais para prestar apoio aos trabalhadores da saúde que atuam na região. A Polícia Federal investiga o caso para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime.
De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Roraima (Siemesp-RR), os tiros ocorreram durante o horário de atendimento aos pacientes. O relato aponta que os profissionais presentes precisaram se proteger dentro do posto de saúde, permanecendo deitados no chão enquanto aguardavam o fim dos disparos.
A Urihi Associação Yanomami apresentou uma versão diferente sobre a dinâmica do ocorrido. Segundo a entidade, o posto de saúde não foi alvo do ataque. A associação informou que Geovane, que trabalhava como tradutor e intermediador cultural entre a equipe médica e os indígenas da comunidade, havia saído momentaneamente do prédio quando foi atingido.
Ainda conforme a Urihi, o episódio foi um caso isolado e não estaria relacionado a qualquer conflito envolvendo profissionais de saúde e moradores da região.
Após o homicídio, a Casa de Governo acionou equipes da Força Nacional para auxiliar o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y). Parte dos trabalhadores foi retirada da área por precaução, enquanto os profissionais que permaneceram receberam reforço na segurança.
O Ministério da Saúde informou, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), que está oferecendo atendimento psicológico aos profissionais impactados pelo ocorrido. A pasta também afirmou que os serviços de assistência médica à população indígena continuam sendo prestados normalmente.
O funeral de Geovane Yanomami ocorreu no sábado (18), seguindo os costumes e rituais tradicionais da comunidade. As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal.
Com informações do AC24horas.

