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Alcolumbre comemora petróleo na Foz do Amazonas: "Estávamos certos"

Alcolumbre comemora petróleo na Foz do Amazonas: "Estávamos certos"
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), celebrou nesta sexta-feira (14/8) a identificação de hidrocarbonetos durante a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

O petróleo é formado majoritariamente por hidrocarbonetos. A presença desse tipo de composto orgânico significa que foram encontrados indícios de petróleo ou gás natural na região.

Segundo o senador, esse é um dia histórico para o Brasil e para a região. “Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil”, escreveu o presidente do Congresso Nacional em nota.

Alcolumbre tornou-se um dos principais articuladores políticos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas ao pressionar o governo federal pela liberação da atividade, defender publicamente a abertura da região à exploração e atuar nas articulações entre a Petrobras e o Ibama.

Em 2025, o senador chegou a apresentar uma emenda ao PL 2.159/2021, que trata do licenciamento ambiental. A proposta criava uma Licença Ambiental Especial (LAE) para empreendimentos considerados estratégicos. A mudança poderia simplificar e acelerar o processo de licenciamento de projetos como a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.

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Crítica de especialistas

A Petrobras, que detém 100% de participação na área, obteve autorização do Ibama para iniciar a perfuração do poço em outubro de 2025, às vésperas do início da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), sediada pelo Brasil.

À época, especialistas em meio ambiente e energia manifestaram preocupação com a autorização. O engenheiro elétrico Ricardo Fujii, especialista em conservação do WWF-Brasil, classificou a medida como uma “ameaça direta a uma das regiões mais biodiversas do planeta” e um risco para a agenda climática global.

O processo de exploração também foi marcado por controvérsias. Em janeiro deste ano, um acidente envolvendo o vazamento de fluido de perfuração levou à paralisação das atividades. Dias depois, o Ibama confirmou que parte do fluido havia sido descartada no mar.

Segundo o órgão, a substância tem componentes classificados como de risco médio à saúde humana e ao ecossistema aquático, conforme prevê a Lei nº 9.966/2000 e a Instrução Normativa nº 14/2025.

A estatal foi multada em R$ 2,5 milhões pelo episódio.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Madu Toledo.

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