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Alunos fazem passeata contra o feminicídio após estudante de 18 anos ser morta em Rio Branco

Alunos da Escola João Aguiar Batista segurando cartazes em passeata contra o feminicídio em Rio Branco.

Alunos da Escola João Aguiar Batista segurando cartazes em passeata contra o feminicídio em Rio Branco.

Estudantes da Escola João Aguiar Batista realizaram uma passeata na manhã desta quarta-feira (9) em protesto contra o feminicídio e a violência de gênero no Acre. O ato público ocorreu exatamente uma semana após o corpo da aluna Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, ter sido encontrado com marcas de esfaqueamento dentro de seu apartamento no bairro Conquista, em Rio Branco.

A jovem cursava o período noturno na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). Durante a caminhada, os colegas carregaram faixas e pediram justiça, além de cobrarem a localização do suspeito de cometer o crime, o argentino Daniel Nestor Gusman, namorado da vítima, que permanece foragido.

Memória e conscientização nas salas de aula

A mobilização mobilizou a comunidade escolar e integrou ações de debate sobre os índices de feminicídio no estado. O diretor da unidade de ensino, Wilson Guimarães, ressaltou ao portal g1 que o tema continuará a ser abordado em sala de aula de forma pedagógica e preventiva.

“Apesar de recém-chegada à escola, no acolhimento da noite ela falou de seus sonhos e era uma aluna tranquila”, afirmou o diretor Wilson Guimarães.

Segundo a direção da escola, o corpo docente seguirá promovendo orientações de conscientização sobre os direitos das mulheres e o combate ao machismo com as turmas.

Relembre as investigações do caso

O corpo de Maria Ramona Araújo da Silva foi localizado na tarde de quarta-feira (2), em um apartamento na Rua Vitória, no bairro Conquista. A Polícia Civil do Acre conduz as apurações sob a hipótese principal de feminicídio.

Durante a vistoria inicial no imóvel, os policiais encontraram diversos sacos de lixo. A suspeita primária de que pudessem conter partes do corpo foi descartada após os peritos constatarem que o material armazenava pedaços de um colchão rasgado.

A perícia identificou dois cortes profundos na região do pescoço da vítima. A análise preliminar indicou que a jovem já estava morta há cerca de três dias quando foi encontrada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou o óbito.

O material coletado no apartamento passou por análise técnica do Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil mantém diligências para rastrear o paradeiro de Daniel Nestor Gusman e esclarecer as circunstâncias da fuga.

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