A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que Uganda está livre do vírus ebola, nesta quinta-feira (27/8). A medida ocorre após 42 dias sem novos casos, contados desde a última alta hospitalar, e sem registro de transmissão subsequente.
Apesar de comemorar o feito, a OMS fez questão de ressaltar que continua monitorando os casos da doença altamente contagiosa em países vizinhos, como a República Democrática do Congo, que registra aumento de ebola entre os cidadãos.
“A OMS elogia o Governo de Uganda , os profissionais de saúde, as comunidades e os parceiros pelas medidas enérgicas tomadas para conter o surto e evitar uma maior propagação. A vigilância contínua permanece essencial, uma vez que a transmissão continua em áreas vizinhas da República Democrática do Congo, com risco de importação”, informou a OMS nas redes sociais.
“A OMS continuará apoiando o Ministério da Saúde e os parceiros enquanto Uganda transita da resposta intensiva de emergência para a prontidão baseada no risco. Saiba mais nesta declaração conjunta”, concluiu.
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do Metrópoles
A declaração foi lida em assembleia da OMS pelo diretor regional da OMS na África, Mohamed Janabi. “Parabenizo o Governo de Uganda pela sua forte liderança e ação decisiva no combate ao surto de #Ebola causado pelo vírus Bundibugyo. Uganda demonstrou que o Ebola pode ser contido por meio de um forte engajamento comunitário e ações abrangentes e precoces”, afirmou.
I commend the Government of Uganda for its strong leadership and decisive action in bringing the #Ebola outbreak caused by Bundibugyo virus to an end.
Uganda has shown that Ebola can be stopped through strong community engagement and early comprehensive action. The successful… pic.twitter.com/vkDyIHSqsn
— Prof. Mohamed Janabi (@ProfJanabi) August 27, 2026
Uganda registrou 20 casos de ebola e duas mortes em 2026, quase todos em pessoas que tinham viajado ao Congo. O país ainda anunciou planos para abrir mais dois centros de tratamento da doença no vizinho, que já conta com outras duas unidades. A doença é transmitida pelo contato direto com sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados, até mesmo depois de mortos.
Desde que o surto foi declarado em 15 de maio, foram confirmados na RDC mais de 5 600 casos, incluindo mais de 2.700 mortes. Este é considerado o maior e mais rápido surto da doença fatal de que há registo no mundo.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Lorena Pacheco.

