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Após decisão da CBV, federação libera Tifanny para jogar o Paulista

Time de Tifanny, Osasco Vôlei se manifesta após decisão da CBV
Reprodução/ @tifannyabreu10

Após a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em aderir à política do COI que bane mulheres trans de competições, a Federação Paulista informou que o campeonato estadual da modalidade não irá colocar a restrição em prática. De acordo com nota divulgada pela entidade, o torneio foi realizado conforme as normas vigentes anteriormente à decisão da CBV. Com isso, Tifanny, ponteira do Osasco, está liberada para jogar na estreia.

O Osasco encara o Pinheiros, neste sábado (15/8), às 21h30, pela estreia do Campeonato Paulista de Vôlei. Em nota, a Federação Paulista comunicou que, diante da nova decisão da CBV, irá reavaliar a situação do torneio após o fim da atual edição, que foi organizada conforme a norma antiga.

“Eventuais medidas para as próximas competições serão definidas após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde, considerando a legislação aplicável, as normas da modalidade e os aspectos técnicos pertinentes”, explicou a Federação Paulista de Vôlei.

A CBV anunciou a mudança nessa sexta-feira (14/8). Com a nova política, as atletas devem apresentar um teste genético negativo para o gene SRY, que atua como definidor das características de desenvolvimento do gênero masculino. A nova determinação vale para todas as jogadoras que disputarem Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.

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do Metrópoles

A recusa ao teste exigido não será considerada uma infração, mas as atletas que não apresentarem os resultados terão sua presença nas competições proibidas. A diretriz, por enquanto, deixa em aberto a adesão à nova política por parte das federações.

Confira a nota da Federação Paulista de Vôlei na íntegra:

“A Federação Paulista de Voleibol (FPV) esclarece, diante da publicação, nesta sexta-feira (14), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), da nova Política de Elegibilidade para a Categoria Feminina. O Campeonato Paulista Feminino da Divisão Especial já havia sido iniciado e estava sendo realizado de acordo com a legislação e as normas vigentes até aquele momento.
A nova política foi publicada quando a competição já estava em andamento e, portanto, não estava em vigor no momento de seu início. Dessa forma, a FPV vinha conduzindo a competição em conformidade com as regras então vigentes.
A entidade também tomou conhecimento do posicionamento do Osasco São Cristóvão Saúde, que informou ter sido surpreendido pela publicação da nova política e destacou que a normativa impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que defende o clube desde 2021 e possui uma trajetória reconhecida dentro e fora das quadras.
Diante do novo cenário regulatório, a FPV informa que eventuais medidas para as próximas competições serão definidas após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde, considerando a legislação aplicável, as normas da modalidade e os aspectos técnicos pertinentes.
A Federação Paulista de Voleibol reafirma seu compromisso com o cumprimento das normas, com a segurança e o respeito aos atletas e com a condução responsável e transparente das competições sob sua responsabilidade.”


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ana Beatriz Martins.

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